É possível parecer jovem e saudável por mais tempo?

Nasci e cresci no interior de Minas Gerais. Mineiro gosta de praia, você sabe. Todos os verões da minha infância, sem exceção, íamos para o litoral do Espírito Santo. Meus pais sempre alugavam uma casa. Muitas vezes, tínhamos que levar utensílios domésticos, colchonetes, roupas de cama, mantimentos básicos para evitar os preços mais altos da “alta temporada” das cidades praianas, enfim, um “acontecimento” em nossas vidas! Final da década de 60, década de 70. Não usávamos protetores solares. O máximo que passávamos no nariz e nos ombros era a pomada Hipoglós para reduzir o “dano” da exposição ao sol.

Dano é, de fato, uma palavra bastante em evidência. Isto porque o antigo conceito do envelhecimento colocava-nos: processo gradativo, progressivo e irreversível devido a modificações em nosso organismo com o passar do tempo. O novo conceito, por sua vez, evidenciado após a conclusão do fantástico Projeto Genoma Humano, aquele que identificou e sequenciou os nossos genes (1900-2003), simplesmente nos coloca que o envelhecimento é “acúmulo de dano molecular com o tempo“.

Portanto, se é acúmulo, é algo que começa de pouco e vai aumentando. E se passamos a identificar este dano, o que podemos fazer? Interferir sobre ele para

deter, retardar e até reverter o processo.

Será mesmo? Será possível atuarmos sobre o envelhecimento que, até então, diziam-nos ser inexorável, inevitável, parte da vida?

E qual este “dano”? A boa notícia é que o dano é nosso conhecido de longa data! No caso da pele, a inflamação é muito nítida! Sim, a “velha e conhecida” inflamação. Temos também outros danos importantes, como a oxidação e a glicação. Por isso que os termos anti-inflamatório, antioxidante e antiglicante são tão utilizados no contexto “antiaging”, antienvelhecimento ou anti-idade.

Não há nada de muito complicado: só observar. Quando você se expõe ao sol, o que nitidamente acontece? Uma inflamação, já que as características conhecidas da inflamação são calor (fica quente), tumor (incha), rubor (ficha “vermelho”) e dor (o nome já diz). Naturalmente o uso dos protetores solares foi uma opção que reduziu muito o “dano” consequente à exposição solar. Mas o século XXI nos disponibiliza muito mais do que isso para mantermos uma boa qualidade da pele ao longo da vida e até revertermos o dano acumulado. Estamos na era da tecnologia, atuando a nosso favor para superar muitas de nossas limitações. Inclusive, temos uma proposta bem definida, chamada Engenharia Aplicada ao Tempo de Vida Saudável que propõe sermos pró-ativos no sentido de manter a saúde ao longo da vida e, naturalmente, a qualidade da pele.

Valorizarmos a saúde da pele e a aparência mais rejuvenescida para a idade não é apenas uma questão estética. Dentro do nosso organismo, os mesmos processos de inflamação, oxidação, glicação, acidificação, entre outros, estão ocorrendo. Estamos atuando, na realidade, para envelhecer com qualidade, sem aquelas queixas que, até então, ouvíamos dizer serem “normais para a idade”. Hoje, normal para a idade é ter saúde! Observe que isso já está acontecendo! Há muitas pessoas que possuem a idade biológica  (ou a idade verdadeira) nitidamente menor do que a idade cronológica (seus anos de vida) e estão envelhecendo num processo nitidamente mais lento do que seus antepassados!

Neste contexto, intervenção nutricional, nutracêuticos e nutricosméticos tornaram-se fundamentais na busca pela longevidade saudável, porque não separamos o cuidado externo do cuidado interno em nosso organismo. Os processos de “dano” são os mesmos!

Mesmo com todo o “dano” que mencionei acima, com exposição ao sol em muitos verões, minhas mãos são muito pouco fotoenvelhecidas aos meus 52 anos de idade! Devo dizer que não tenho nenhum mérito nisso!!!! Por ter usado um fitoterápico natural (PycnogenolR) sistematicamente ao longo de 18 anos, desde os meus 34 anos de idade, minhas mãos fotoenvelheceram muito pouco. Os efeitos anti-inflamatório e antioxidante deste fitoterápico me protegeram eficazmente, pois nunca usei fotoprotetores tópicos nas mãos. Além do mais, este mesmo fitoterápico quando foi lançado possuía 55 a 65% das substâncias biologicamente ativas (procianidinas oligoméricas). Hoje, o extrato de Pinus pinaster que eu utilizo tem 95,6%. Ou seja, temos composições com “ingredientes ativos potencializados” devido a técnicas de extração que evoluíram muito nestas últimas décadas. Em segundo lugar, temos inúmeros produtos com “ingredientes exclusivos, aliados à tecnologia”. O silício orgânico, por exemplo, como o ExsynutrimentR e o NutricolinR, são composições fantásticas que aumentam em muito a absorção do silício inorgânico, um mineral essencial para a estrutura do tecido conjuntivo, ajudando a manter a estrutura da pele. O silício inorgânico é revestido com colágeno ou colina, respectivamente, que melhoraram significativamente a sua absorção e o modo como são incorporados pelo organismo para prevenir e tratar rugas e flacidez, melhorando a aparência e a elasticidade da pele. Também é uma proposta real, observável, quantificável. Nada de “falsas promessas”!  Ter uma pele com menos rugas, menos flacidez, menos aspereza, mais luminosidade e mais uniformidade não é mais apenas um sonho nos dias de hoje.

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Por Que Engenharia?

Por que Engenharia?

Estranho ser médica e dar o nome ao meu trabalho de “Engenharia Aplicada ao Tempo de Vida Saudável”, não é mesmo? Que nome é este? Por que Engenharia?

Primeiro, porque a Engenharia é pró-ativa. Ela lida com os verbos criar, recriar, construir, reconstruir, reformar, restaurar, projetar, enfim, todos verbos de ação. O que queremos é desenvolver uma atitude pró-ativa nos pacientes para manter a saúde ao longo da vida. Começar a atuar no “tempo de vida saudável”, ou seja, desde a juventude, quando, espera-se, ainda tenha saúde, antes do processo de deterioração que usualmente se inicia em torno dos 25-30 anos de idade, se não atuarmos objetivamente para detê-lo.

O segundo motivo é porque existe uma “trama” (algo complexo como a Engenharia) de profissionais ao redor do mundo – médicos, físicos, matemáticos, programadores, químicos, engenheiros de materiais, engenheiros mecânicos, fisioterapeutas, psicólogos, entre tantos outros – trabalhando ativamente para tornar possível um “envelhecer sem ficar velho”. O que todos desejamos!

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Pão De Abobrinha (Zucchini)

Pão de abobrinha (Zucchini)

Ingredientes:

  • 3 ovos
  • 1/2 xícara de azeite de oliva
  • 1 colher de chá de extrato de baunilha
  • 2 1/2 xícara de farinha de amêndoa
  • xylitol ou eritritol para adoçar (a gosto)
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 1 1/2 colher de chá de fermento
  • 1/2 colher de chá de noz moscada em pó
  • 1 colher de chá de canela
  • 1 xícara de abobrinha verde ralada
  • 1/2 xícara de nozes ou amêndoas picadas

Modo de fazer:

Misture os ovos, o óleo e o extrato de baunilha. Depois misture todos os demais ingredientes numa outra vasilha, exceto a abobrinha e as nozes ou amêndoas picadas. Seque a abobrinha em um pano de prato ou toalha de papel, tirando o excesso de água. Misture a abobrinha na vasilha com os ovos e depois acrescente os ingredientes secos lentamente. Coloque numa forma e joque com cuidado as nozes ou amêndoas por cima.

Forno pré-aquecido.

 

Adaptado de: Zucchini bread with walnut crust (https://www.ruled.me/keto-zucchini-bread-with-walnuts/)

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Café Da Manhã No Ponto Z

Café da manhã no ponto Z

É importante que entenda os grupos de alimentos. A dieta do Ponto Z lida com blocos de gorduras, proteínas e carboidratos. Aqui você encontra APENAS algumas combinações que, em proporções corretas, podem te levar ao ponto Z.

Uma boa sugestão para a sua saúde é começar o dia com:

  • 1 copo de água morna com 1/2 ou 1 limão espremido (ALCALINIZANTE) ou 2 copos de água pura

 

Café da manhã (todas as opções podem ser acompanhas com café ou chá)

Opção 1:

  • Ovos mexidos (G5) com açafrão (G1), sal rosa (G1) e azeite de oliva extravirgem (G6)
  • Suco verde (abacaxi/laranja/maçã, limão (G3), couve/almeirão/espinafre (G2), hortelã e/ou gengibre (G1)

Opção 2:

  • Ovos mexidos (G5) com açafrão (G1), sal rosa (G1) e azeite de oliva extravirgem (G6)
  • Suco de maçã orgânica (G3) (de preferência de centrífuga, sem água, sem açúcar) ou de morango  orgânico (G3) com chia (G6)

Opção 3:

  • Ovos mexidos (G5) com açafrão (G1), sal rosa (G1)  e azeite de oliva extravirgem (G6)
  • Suco de morango orgânico, gojiberry (G3) e chia (G6) (sem água, sem açúcar) 

Opção 4:

  • Omelete (G5) com azeite de oliva extravirgem (G6) e sal rosa (G1) (omelete tropical é quando acrescentamos vários ingredientes saudáveis no omelete, tudo bem picadinho, como tomate, pimentão vermelho, salsinha, cebolinha, alho-poró ou outro ingrediente do grupo 1 ou 2 a seu gosto)
  • Mamão (G3) com chia (G6)
  • Castanha-do-Pará (G6)

Opção 5:

  • Ovo cozido (sal rosa) (G5)
  • Melão com chia (G3)
  • Castanha-do-Pará (G6)

Opção 6:

  • Bolinho de caneca:
    • 1 a 2 colheres de sopa de uma proteína como Proteína vegetal (veggie protein) ou Proteína da carne (beef protein) ou Proteína da ervilha (pea protein) ou Proteína do arroz (rice protein) ou Proteína do soro do leite (whey protein) (G5)
    • 2 colheres de sopa rasas de aveia ou quinoa ou uma de cada (G4)
    • 1 pitada de fermento Royal
    • 1 ovo (G5)
    • 2 colheres de sopa de iogurte natural (G7)
    • 1 colher de sopa de chocolate (como o da Nestlé 50% ou 70%) ou similar  ou cacau em pó (opcional)
    • 1 colher de sopa de coco ralado (opcional) (G3)
    • 1 colher de sopa de uvas-passas ou cramberry ou mirtilo desidratado (0pcional) (G3)
    • 2 colheres de sopa de água ou a quantidade para dar o “ponto” (importante!) (G1)

Colocar todos os ingredientes numa xícara e colocar 2 minutos no microondas. Virar num prato para ingerir ou comer na própria caneca. O bolinho é mais acidificante. Não deixar de ingerir o limão ou outra opção alcalinizante. É bastante sacietogênico.

Opção 7:

  • Crepioca preparada com tapioca (G4) e ovos (G5)
  • Recheio de banana (G3), tahine (G6) e canela (G1)

Opção 8:

  • Coalhada ou iogurte natural (G7) (iogurte de ovelha é uma excelente opção) com geleia de amora ou mirtilo ou morango orgânica, sem açúcar ou frutas frescas picadas (G3)
  • Granola low carb (G3, G4 e G6)

AS OPÇÕES ABAIXO SÃO VEGANAS QUANDO PREPARADAS APENAS COM INGREDIENTES VEGETAIS, COMO O PÃO SEM LEITE E OVOS E O QUEIJO DE SOJA (TOFU)

Opção 9:

  • Pão integral (G4) (de preferência sem glúten ou com trigo orgânico) com queijo branco, como o queijo cottage ou pasta de tofu (P5), misturado com azeite de oliva extravirgem (G6)
  • Acrescentar tomate grape ou cereja ou outro tomate orgânico (G2) e orégano (G1)

Opção 10:

  • Pão integral (G4) (de preferência sem glúten ou com trigo orgânico) com azeite de oliva extravirgem (G6), queijo branco, de preferência de búfala ou de cabra (G5) ou tofu (G5) e geleia de amora ou mirtilo orgânica e sem açúcar (G3)

Opção 11:

  • Panqueca com ovo (G5), aveia (G4), azeite de oliva extra-virgem (G6) e sal rosa, recheio com queijo branco, de preferência de búfala ou de ovelha (G5) ou tofu (G5), banana (G3) e canela (G1)

Opção 12:

  • Crepioca com tapioca (G4) e ovo (G5), queijo branco, de preferência de búfala ou de cabra (G5) ou tofu (G5), tahine (G6), tomate (G2) e orégano (G1)

Opção 13:

  • Banana cozida (G3) no microondas com queijo branco, de preferência de búfala ou de cabra (G5) ou tofu (G5)
  • Acrescentar canela (G1) depois de pronta (o queijo deve cobrir a banana)
  • Castanhas, nozes ou amêndoas (G6)

Opção 15:

  • Mingau de aveia (G4) com água, uvas passas (G3) enriquecido ccm proteína (com água ou leite de vaca)
  • Mousse de abacate com chocolate (50 a 70% em cacau) (fruta rica em G6)

Opção 16:

  • Panqueca preparada com leite vegetal de amêndoa, soja, arroz ou aveia (variável) (G7), flocos de aveia (G4),  banana (G3) e fermento em pó (G1)
  • Recheio de creme de avelã ou manteiga de amendoim (G6)

Opção 17:

  • Bolo de banana com ovos e frutas secas (receita no site) (G3, G4, G5 e G6)
  • Queijo de búfala, de ovelha ou tofu (G5)
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Tabule De Quinoa

Tabule de quinoa

Ingredientes:

  • 100g de quinoa cozida
  • 1 maço de salsa picada
  • 2 tomates picados
  • Sal, limão e azeite para temperar

Modo de Preparo: 

Misture todos os ingredientes e tempere a gosto. Pepino, pimentão vermelho, pimentão amarelo, entre outros ingredientes (bem picadinhos), podem ser usados (a gosto).

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Interferência De Ondas: Construtiva E Destrutiva

Interferência de ondas: construtiva e destrutiva

Figura 1Site1

 

 

Figura 2 Inter3

As figuras 1 e 2 representam interferências de ondas.

 

Todos os átomos, a nível quântico, criam ondas que interagem. Todas as ondas compõem um “campo energético”.  Portanto, não estamos lidando aqui com prótons, nêutrons, massa, enfim, com a estrutura física do átomo. Estamos lidando com “energia”.

Todos os seres vivos interagem através de ondas.  Estas ondas podem sofrer interferência construtiva, quando se somam, ou interferência destrutiva, quando se subtraem, podendo se anular.

Por exemplo: um animal diante de outro animal amedrontador e voraz, que ameaça a sua vida, sente a “vibração” de perigo, não é mesmo?

Boas e más vibrações acontecem o tempo todo com a gente no nosso dia-a-dia. É preciso estarmos atentos, porque as vibrações – hoje sabemos – ATUAM DIRETAMENTE SOBRE O NOSSO DNA! Que incrível! Quem disse que éramos reféns da nossa hereditariedade? Que os genes eram uma coisa e pronto? Foi a crença da ERA DO DETERMINISMO GENÉTICO, que já se foi!!!! Agora estamos na ERA DA EPIGENÉTICA (epi de sobre, como em epiderme; portanto, sobre os genes): somos capazes de atuar sobre os nossos genes até com os nossos pensamentos!!!!

Vamos explicar mais um pouco:

Boas vibrações têm um efeito positivo sobre a gente, dando-nos energia. Imagine que está desanimado, cansado, mas chega num lugar agradável, onde seus amigos estão dançando uma “salsa caribenha” animada e imediatamente aquilo nitidamente lhe dá “energia”. Esta é uma interferência de ondas construtiva. As boas vibrações se somaram às suas e você se sentiu melhor.

Vibrações ruins, por outro lado, nos tiram energia, nos deixam cansados, esgotados. Nunca encontrou uma pessoa e sentiu que nitidamente ela “drenou” a sua energia? Simplesmente porque ocorreu uma interferência de ondas destrutiva. Simples assim.

No contexto saúde, é importante saber que todas as vibrações interferem na estrutura e função de nossas proteínas. Portanto, temos que estar atentos aos “sinais” que percebemos com os nossos sentidos. Estes sinais vêm do meio externo, inclusive através da nossa alimentação, através do olfato, paladar, visão, audição e também através de nossos pensamentos.

Procure compor a sua alimentação com charme e prazer, pois este algo mais que acrescentamos ao simples ato de nos alimentarmos faz toda a diferença! As vibrações positivas literalmente atuam sobre os nossos genes, promovendo saúde.

Inspire-se no meu algo mais: tudo que podemos acrescentar ao nosso dia-a-dia para tornar a vida ainda mais especial!

Falando em ondas que se somam,

lembrei-me do meu amigo Luís

que, todas as vezes que me encontra,

me abraça apertado e diz:

– Que bom te ver!

Exatamente isso: ondas “em fase”,

boas vibrações!

 

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Variedade alimentar

Nem todo alimento saudável é saudável para você.

Esta é uma importante mudança de paradigma da Era Genômica. Não mais recomendamos o alimento. Apenas referimo-nos ao alimento como saudável, mas, considerando as particularidades individuais, ele pode não nos fazer bem! Interessante, não é mesmo? Por isso a Medicina Genômica é mais PERSONALIZADA.

No entanto, a variedade alimentar continua sendo enfaticamente valorizada. Isto é, a inclusão semanal do maior número possível de alimentos “recomendados” para redução de risco de doenças. Para obter o seu índice de variedade alimentar, marque na lista dos grupos de alimentos quantos alimentos você ingere PELO MENOS 1 VEZ POR SEMANA. Cada alimento corresponde a 1 ponto. Contando os pontos, obtém-se um escore. Recomendo um mínimo de 40 pontos semanais.

Mas, por que a variedade é tão importante?

Por inúmeros motivos, mas basicamente dois principais.

(1) Porque, variando bastante, é mais provável que estejamos ofertando todos os nutrientes de que o nosso organismo necessita para manter a saúde;

Já ingeriu o seu molibdênio hoje? Provavelmente não sabe! Mas, se variar bastante, é mais provável que inclua o molibdênio na sua dieta, me entende?

(2) Porque, variando bastante, corremos menos riscos de estarmos ingerindo algum nutriente em excesso que pode nos ser prejudicial ou estar contaminado, deteriorado, inadequado para o consumo.

Então, varie bastante!

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Alimentos Proibidos: Sim Ou Não?

Alimentos proibidos: sim ou não?

Eu, particularmente, não gosto de lidar com “alimentos proibidos“. Isso deve ser muito individualizado. Se a gente valorizar sempre os alimentos recomendados, naturalmente estaremos evitando os não recomendados, não é mesmo?

Priorize sempre carboidratos de baixa densidade calórica, proteínas e gorduras “saudáveis” (como o azeite de oliva extravirgem, o óleo de côco, triglicerídeos de cadeia média, o abacate e as sementes oleaginosas, como nozes e castanhas). Entretanto, desde que o equilíbrio inflamatório x anti-inflamatório, oxidante x antioxidante e acidificante x alcalinizante (entre outros aspectos envolvidos de uma dieta saudável) tenda para o ANTI-INFLAMATÓRIO, ANTIOXIDANTE E ALCALINIZANTE, você pode ingerir qualquer alimento, dentro de um parâmetro de sensatez!

Como alguns pacientes gostam de uma “lista” do que não ingerir, vou colocar aqui alguns alimentos comumente “não-recomendados”:

  • vegetais não orgânicos
  • soja transgênica com Round-up
  • açúcares, em geral
  • alimentos zero açúcar
  • refrigerantes em geral
  • sucos prontos industrializados
  • temperos prontos industrializados
  • óleos vegetais de soja, milho, canola e demais óleos industrializados
  • margarinas e cremes vegetais
  • embutidos
  • frituras

Alimentos industrializados, de maneira geral, devem ser evitados.

Se deve ingerir glúten e leite de vaca? Temos que analisar cada caso. Hoje em dia é muito comum o paciente se sentir melhor sem o glúten, inclusive porque o glúten atual é resultado de um processo que manipulou 3 variedades de trigo. Contudo, se for consumir o trigo, preferir o trigo orgânico, sempre que disponível.

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DIETAS, ALIMENTOS E SUPLEMENTOS

DIETAS, ALIMENTOS E SUPLEMENTOS

 

  1. Nem todo alimento saudável é saudável para você
  2. Vegetarianismo no século XXI
  3. Dieta da longevidade
  4. Dieta cetogênica
  5. Dieta da proteína
  6. Limão: alcalinizante
  7. Maçã: do pecado original à era do videophone
  8. Quinoa: aminoácidos essenciais em grãos
  9. Prevenção do dano articular: colágeno tipo II
  10. Prevenção de celulite: superóxido dismutase
  11. Prevenção da fadiga adrenal
  12. Prevenção de doenças degenerativas cerebrais
  13. Prevenção do câncer
  14. A deficiência de enxofre está acelerando o seu envelhecimento?
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Engenharia Aplicada ao Tempo de Vida Saudável

Jamais pensei que, como médica, estaria escrevendo algo sobre “engenharia”!

Engenharia Aplicada ao Tempo de Vida Saudável (Applied Healthspan Engineering ou AHE) é um termo perfeito para fazer referência ao trabalho que venho desenvolvendo ao longo destes últimos anos, mas que não tinha um “nome” propriamente dito. Uma proposta que foi, na realidade, tomando forma lentamente, se fazendo, se desfazendo e se refazendo ao longo do tempo, à medida que entendíamos como podemos atuar para deter, retardar e até mesmo reverter o processo do envelhecimento.

O envelhecimento era concebido como um processo de deterioração gradativo, progressivo e irreversível devido a modificações em nosso organismo com o passar do tempo. Entendendo que podemos ser pró-ativos para retardar esta deterioração e manter as nossas reservas funcionais por mais tempo, surgiu a AHE

Se a engenharia se define com os verbos criar, recriar, construir, reconstruir, reformar, restaurar, manter, restabelecer, refazer, projetar, entre tantos outros, é justamente isso que pretendemos fazer com o corpo humano para tornar possível o envelhecer sem ficar velho. Para tanto, existe uma série de profissionais ao redor do mundo – pesquisadores, médicos, nutricionistas, geneticistas, engenheiros de materiais, engenheiros mecânicos, engenheiros de automação, especialistas na tecnologia da informação, físicos, químicos, farmacêuticos, entre tantos outros, todos trabalhando para desenvolver meios comportamentais, farmacológicos, biomecânicos e regenerativos para manter a saúde ao longo da vida.

Pró-ativ0 é um termo em evidência no século XXI. A ideia é sermos verdadeiramente pró-ativos neste processo de deter, retardar e reverter o processo de envelhecimento. É uma das características da Medicina Genômica, a medicina que se delineou após a conclusão do Projeto Genoma Humano, fantástico projeto internacional que teve início em 1990 para, em 15 anos, identificar e sequenciar os nossos genes. Antes disso, em 2003, foi concluído com 99,9% de precisão. De lá para cá, estamos presenciando uma verdadeira revolução no mundo das ciências, de modo geral, e, em particular, nas ciências nutricionais. Passamos a entender que os alimentos e componentes dos alimentos são capazes de modular os nossos genes, favorecendo – ou não – os processos de saúde e de doença.

Modular significa provocar pequenas alterações que definem a expressão – ou não – dos nossos genes e, em consequência, a expressão – ou não – das doenças. Portanto, se identificamos a presença de um determinado gene em um indivíduo que o coloca em risco para uma determinada doença, como a Doença da Alzheimer, esta doença não terá que se expressar se os cuidados necessários atuarem sobre este gene, modulando-o favoravelmente. Por isso mesmo, a medicina do século XXI – conhecida como a ciência de manter a saúde – é também mais preditiva e mais personalizada: identificando as nossas predisposições genéticas individuais, podemos interferir precocemente para que as doenças não se manifestem.

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