O Caminho

O caminho

Existe um caminho na Nutrição? Um único caminho?

Naturalmente que não. Difícil fazer uma abordagem que faça sentido para todo mundo! Podemos apenas mostrar que existem vários caminhos, mas que todos nós, de uma forma ou de outra, seguimos rumo à Ítaca, destino de Ulisses no seu longo retorno ao lar após a guerra de Tróia, narrado numa das obras iniciadoras da literatura grega escrita: A Odisséia, de Homero.

“Não perca Ítaca de vista

Pois chegar lá é o seu destino

Mas não apresse os seus passos

É melhor que a jornada demore muitos anos

e que seu barco só ancore na ilha

quando estiver enriquecido com o que conheceu no caminho.”(K. Kavafis)

Contudo, mesmo dizendo que não existe um único caminho, vou tentar dar algumas dicas “gerais”, infelizmente um termo que vai totalmente de encontro à proposta da Medicina Genômica a qual, em sua essência, é mais individualizada. Mas vamos lá! Isto tudo porque não estou dando conta de responder detalhadamente aos questionamentos de todos os pacientes e acredito que eu possa ajudar à maioria com o que vou colocar aqui! Dúvidas? Entre em contato direto por e-mail!

  • água com limão em jejum é um bom hábito pelo poder alcalinizante do limão; geralmente recomendo água morna, mas não necessariamente; suco de 1 limão espremido é uma boa medida!
  • água com limão não é uma boa opção para quem tem reserva de ferro alta (ferritina alta) se ingerida durante as refeições que contenham alimentos ricos em ferro de origem vegetal (como o feijão);
  • combinação de gorduras, proteínas e carboidratos: procure combiná-los (na maioria das refeições), mas sempre atento à sua percepção de bem estar; a Medicina Genômica divulga enfaticamente:
    • Nem todo alimento saudável é saudável para você!
  • ordem de ingestão dos alimentos: principalmente se tiver problema com saciedade, inclua proteínas antes ou no início das refeições; as proteínas são os macronutrientes mais sacietogênicos, ou seja, que dão mais saciedade, justamente porque são difíceis de serem digeridos, dão mais “trabalho”, exigem mais do organismo; até a ingestão de um ovo quinze ou vinte minutos antes da refeição (do almoço, por exemplo) pode ajudar a aumentar a saciedade e comer “menos” (mas se for daqueles que têm dificuldade em parar de comer, investigue a sua leptina!)!
  • escolha de carboidratos: os carboidratos, em geral, são divididos em “de menor densidade calórica” e de “maior densidade calórica”; os de menor densidade calórica (folhas verdes, tomate, abobrinha, berinjela, quiabo, chuchu, alho-poró, brócolis, couve-flor, repolho e tantos outros usualmente “liberados” em qualquer dieta, exceto na do paciente com insuficiência renal e hiperpotassemia) podem ser ingeridos sem grandes problemas (só cuidado com muita fibra antes do treino, porque vai dificultar a digestão, pode aumentar muito os gases intestinais e diminuir o seu rendimento), a não ser que você tenha alguma intolerância individual; já os de maior densidade calórica, mesmo que você não tenha excesso de peso ou tendência a ter, devem ser ingeridos com maior cautela; inclusive antes da atividade física, recomendo a ingestão dos de maior densidade calórica (batata inglesa, arroz, milho, mandioca, tapioca, entre outros) após a ingestão de proteínas ou combinados; por exemplo, uma crepioca (tapioca preparada com ovos) é metabolicamente mais equilibrante do que a tapioca pura, ainda mais se o recheio for preparado com um pouco de proteína também; não esquecer de acrescentar as gorduras saudáveis, como azeite de oliva extravirgem, abacate,  amêndoas, castanhas e sementes;
  • índice glicêmico: eu não excluo alimentos de índice glicêmico mais alto da dieta (banana, melancia, abacaxi, batata inglesa, milho, etc); apenas combino-os com outros alimentos para reduzir a absorção dos carboidratos;
  • hábito alimentar noturno: procure comer “pouco” à noite; ou comer menos, se fizer mais sentido para você; algumas pessoas gostam de uma referência, tal como “não comer mais nada depois de 20 horas”; acho interessante você criar a sua própria referência baseada na sua percepção de bem estar; algumas pessoas, por outro lado, se não comerem nada mais próximo do horário de dormir, não conseguem pegar no sono; comer só proteína antes de dormir também pode dificultar a indução do sono; enfim, tudo é um jogo e precisamos aprender a jogá-lo corretamente com observação, atenção, dedicação, disciplina e zelo!
  • gordura e refluxo gastro-esofágico: gorduras abrem o esfíncter esôfago-gástrico  e devem ser ingeridas com cautela pelos pacientes que tem refluxo, principalmente perto do horário de deitar;
  • iogurte noturno: para a maioria das pessoas, faz-se um bom hábito tomar um iogurte natural ou coalhada à noite, mesmo alguns minutos antes de ir para cama; em geral, o iogurte (intolerâncias à parte) é muito bom para a produção noturna de hormônios de natureza proteica, como o IGF-1 (um hormônio anabólico), por conter aminoácidos e ter baixo índice glicêmico; mas, em alguns casos, o IGF-1 pode ser alto e aí outros cuidados se farão necessários; gosto de colocar um pouquinho de geleia de blueberry ou outra geleia de frutas vermelhas (sem açúcar) para dar aquele “algo mais”;
  • banana cozida com queijo branco e canela: outra  opção interessante para ajudar a pegar no sono é a banana cozida com queijo branco (eu utilizo o queijo de búfala cotidianamente) e canela; tanto a banana como o queijo branco são ricos em triptofano, precursor da serotonina que, por sua vez, é importante para a produção de melatonina, o hormônio que influencia diretamente a qualidade do sono; um pouquinho de canela geralmente não tem efeito excitatório mas, se tiver, terá que evitá-la;
  • vegetarianismo ou semi-vegetarianismo: se for vegetariano ou estiver com uma tendência a ingerir menos carne vermelha ou algo assim, procure combinar pelo menos duas opções entre leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja), cereais/pseudocereais integrais (arroz integral, trigo, centeio, quinoa, amaranto, arroz selvagem) e oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas, sementes) nas refeições principais; inclusive, a variedade alimentar é um grande trunfo na nutrição!
  • alimentos para o cansaço: se estiver cansado, faça com que predomine alimentos/refeições com energia “yang”; pique-os em pedaços pequenos; coma mais alimentos cozidos do que crus e mais quentes do que frios; pimenta ajuda bastante; não é o momento de comer “peixe com salada”, ou seja, uma refeição essencialmente yin; chás morninhos/quentinhos dão energia yang também e “fazem companhia”, confortam, acolhem; se não entender bem o conceito de yin e yang, sugiro ler na internet sobre isso!
  • caldo de vegetais: com aqueles talos, folhas e outras partes dos vegetais que não serão aproveitados, você pode preparar o “caldo quente” energético, fonte de energia yang pela Medicina Chinesa; é só lavá-los bem e deixar fervendo por 30 minutos, com temperos a seu gosto; depois coe e tome só o caldinho: energia concentrada!
  • o que deve ser evitado: em geral, não abordo muito isso porque, mostrando o caminho mais seguro, os caminhos de risco naturalmente são evitados;  uma ou outra pessoa pode depender de uma certa individualização, mas a maioria dos itens deve ser evitada pela maioria das pessoas: frituras, embutidos, açúcar, refrigerantes, sucos industrializados, alimentos zero açúcar, adoçantes, etc; se precisar perder peso ou controlar insulina, também devem ser rigorosamente controlados:
    • mel
    • trigo e derivados
    • milho
    • arroz
    • raízes: batata, beterraba, cenoura, mandioca
    • abóbora
    • tapioca ou polvilho
    • frutas como mamão, banana, abacaxi, manga, kiwi, uva, frutas secas, entre outras que possuem maior teor de “açúcar”
    • bebidas alcoólicas
    • tomate seco
    • vinagre balsâmico
  • frutas que raramente são contra-indicadas em dietas para emagrecimento: abacate, acerola, ameixa vermelha, nêspera, pêssego, amora, framboesa, morango, mirtilo, açaí (puro), cereja, romã, pera, côco, maçã, limão;
  • outros alimentos que raramente são contra-indicados em dietas para emagrecimento:
    • leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico, soja, ervilha)
    • folhas
    • vagens
    • tomate, berinjela, quiabo alcachofra, aspargos, jiló
    • brócolis, couve-flor, couve-de-bruxelas, alho-poró
    • pepino
    • semente de abóbora, semente de gergelim
    • chia, quinoa, farelo de aveia, farelo de trigo, linhaça
    • castanha de caju crua sem sal
    • tempero verde
  • prefira frango orgânico;
  • de maneira geral, evitar sentir fome, ou seja, comer antes de sentir fome;
  • sugestões para o horário do “jantar”(lembre-se sempre do azeite de oliva extravirgem):
    • risoto de arroz negro com shimeji
    • arroz preto cozido com amêndoas em lascas (levemente douradas separadamente) servido com vagem de ervilhas refogadas no alho e azeite de oliva extravirgem
    • lasanha de berinjela
    • salada de grão-de-bico com cebola roxa
    • quibe de carne com quinoa (receita no site)
    • salmão ou linguado com amêndoas e mix de folhas verdes com manga
    • filé de tilápia com crosta de gergelim preto e mix de folhas verdes com abacaxi grelhado
    • linguado de frigideira (receita no site)
    • bolo de legumes com carne (receita no site)
    • moqueca de peixe com batata barra e salsinha (leite de côco e azeite de oliva extravirgem)
    • panqueca funcional low-carb recheada de queijo de búfala, tomate e orégano  (receita Bem Leve Delícias Funcionais)
    • crepioca recheada com banana, queijo de búfala e canela
    • escondidinho low-carb (receita Bem Leve Delícias Funcionais)
    • filé mignon com cebola, tomate, alho-poró e um toque de iogurte ou creme de leite leve
    • omelete tropical (omelete preparada com vegetais do grupo 4, como cogumelos, cebola, tomate, salsinha, alho-poró, etc)
    • omelete de abobrinha
    • carne vermelha em tirinhas com preparado de legumes para yakisoba (são encontrados prontos em supermercados) com alho e azeite de oliva extravirgem
    • carne vermelha em tirinhas com cogumelos shitake e salada de folhas verdes, queijo branco, tomate, pimentão vermelho e amêndoas
    • meatizza com salada de alface, rúcula e morangos (receita no site)
    • quibe de trigo com azeite de oliva extravirgem servido com mix de folhas verdes
    • pizza de pão sírio (com glúten) com mussarela de búfala e cogumelos shitake e shimeji
    • sopas

Aos poucos vou colocando mais dicas “gerais” aqui, mas não se esqueça de que posso apenas lhe apontar a direção da “arrojada trilha da transformação”, mas que, na verdade, você já conhece o caminho (está dentro de você!) e terá que percorrê-lo sozinho! (do livro: Matheus, o gênio e a princesinha, de Esther Cohen).

Read More
Maçãs: Do Pecado Original à época Do Videophone

Maçãs: do pecado original à época do videophone

Hoje estava relendo um artigo superinteressante sobre a maçã: “Os Beatles, Isaac Newton, Adão e Eva e a saúde de todos nós”, mostrando-nos que esta fruta, ao longo de séculos e séculos, participa da nossa vida prática e do nosso imaginário. Foi escrito pelo Dr. Cláudio Galperin – editor da Revista Bio Nutrição e Saúde, da Nestlé, uma pessoa muito especial pelos artigos que escreve, sempre mesclados com informação e criatividade.

Um artigo ousado que, além de abordar a ênfase nutricional à qual a revista naturalmente se propõe, posiciona a maçã de modo interessante na história da humanidade desde a sua associação com o pecado original. Esclarece-nos, no entanto, que “a Bíblia não menciona o nome da fruta intocável”. A noção de que a fruta do paraíso seria a maçã surgiu muito tempo depois, provavelmente quando ela atingiu status da fruta mais comum na Europa ocidental, “abundantemente retratada por pintores da época” ou, talvez, por ter sido considerada uma fruta extremamente luxuosa pelos romanos, mais do que o reverenciado figo.

Comenta ainda sobre a história da belíssima maçã verde impressa nos selos dos discos da famosa banda britânica The Beatles, lançados pela Apple Records, em 1968 – divisão da Apple Corps Ltda, empresa criada naquele ano para substituir a Beatles Ltda, a “razão social” do grupo. Novamente os Beatles se superaram! Quando a imprensa quis saber “o porquê” da maçã verde como logotipo, Paul explicou que sempre foi fascinado pela arte moderna da primeira metade do século e que tinha uma especial admiração pela obra do pintor belga surrealista Renè Magritte, do qual adquiriu vários quadros. Um deles tinha a tal da maçã verde. Assim que a viu, Paul pensou consigo mesmo: “É ela”. Vinte anos depois, a marca criada por Paul e seus companheiros foi “recriada” pela fabricante de eletrônicos americanos Apple, empresa liderada pelo mítico Steve Jobs, que cresceu alucinado pelo videophone. Videophone? Aguarde…

Vamos primeiro falar da maçã, William Stukeley, Isaac Newton e a Royal Society de Londres. Foi algo emocionante quando esta sociedade digitalizou em seu site no início deste ano (2010) a biografia que Stukeley – médico britânico – escreveu sobre o seu “dileto amigo”, Sir Isaac Newton (1.643-1.727). Descreve-nos que, já próximo da morte do conceituado cientista, físico e matemático, tomavam chá e rememoravam o dia em que, sob a sombra de uma macieira, com apenas 20 anos de idade, num ambiente bem parecido, Newton testemunhou a queda de uma maçã.

“Ele questionou por que a maçã sempre desce perpendicularmente ao chão. por que não vai para os lados, para cima? Seguramente a razão é que a Terra a atrai. Deve existir um poder de atração na matéria”.

Este foi o insight para a sua assim conhecida Lei da Gravidade. Se ficou curioso, entre no site da Royal Society, clicando aqui. Depois localize: Launch Turning the Pages 2.0 e tente baixar a versão 3D. Caso não consiga, o site lhe dá outras opções. Se ler bem em inglês, vá até a página 42: After dinner, the weather being warm, we went into the garden and drank tea under the shadow of apple trees… Não entendi perfeitamente o inglês arcaico e já um tanto apagado, mas é mais ou menos isso. Veja que demais!!! Estes recursos da tecnologia atual são mesmo impressionantes! Acredito que em nenhuma outra época se teve a percepção de uma evolução tão fantástica do conhecimento!!!!

Um comentário curioso incluído no artigo foi a respeito da adoção por uma Universidade da Califórnia de um sistema de sinalização em todos os restaurantes, cafés e máquinas de comida espalhados pelo campus. Com o propósito de orientar estudantes, professores e visitantes, a “logo” de uma maçã passou a ser utilizada para indicar o quanto uma escolha alimentar é saudável. Uma comida pode receber de zero a três maçãs, naturalmente indicando que, quanto maior o número, melhor.

Agora sobre a maçã mesmo. Naturalmente não é “do nada” que surgiu o ditado “An apple a day keeps the doctor away” que nos assegura uma boa saúde se comermos uma maçã por dia. Acredito que seja pelo ácido málico, do qual a maçã é uma das fontes mais importantes, recomendado para o detox do fígado e vesícula biliar, mas provável que nem se pensava nisso quando surgiu o ditado… Deve ter sido fruto de observação mesmo!

A maçã, particularmente, é muito rica em fibras (pectina) e fitoquímicos (quercetina, catequina, ácido clorogênico e floridzina) que atuam ainda reduzindo processos inflamatórios, protegendo contra a oxidação lipídica, reduzindo os níveis plasmáticos do colesterol e melhorando a resposta imune. Com relação à ação anticancerígena, destaca-se a proteção contra o câncer de pulmão. Comparada a mais de uma dezena de frutas comumente consumidas, a maçã possui a terceira maior capacidade antiproliferativa, perdendo apenas para o cranberry e o limão. Além do mais, parece que o efeito antiproliferativo da casca, isoladamente, é até superior ao da maçã inteira. O problema da casca é o maior risco de exposição aos agrotóxicos. Por isso, prefira sempre as maçãs orgânicas, quando disponíveis.

Finalmente, chegamos à era do videophone. Lançado no dia 7 de junho deste ano em São Francisco (Califórnia – EUA), o novo celular da Apple – o iPhone 4 – permite-nos falar ao telefone enquanto vemos o interlocutor, assim como podemos, ao mesmo tempo, ser vistos por eles. Na realidade, a ideia não é nova: o filme Metropolis, de 1927, já apresentava um protótipo de videophone, enquanto no mesmo ano uma empresa americana – AT&T – realizou a primeira ligação com um aparelho similar ainda de “mão única”. No entanto, um aparelhinho portátil como este iPhone 4 é realmente novidade: início de uma nova era, em que a maçã continua sendo tão saudável como sempre ao longo de todos estes anos de vida em nosso planeta. Valorize-a!

Referência: Revista Bio Nutrição e Saúde, publicação destinada a Profissionais da Saúde – ano 4, número 11 – abril 2010 – São Paulo; páginas 26 a 30

 

Read More
Alimentos Antioxidantes Poderosos

Alimentos antioxidantes poderosos

A Essentia Pharma publicou uma lista interessante dos melhores alimentos antioxidantes. Não é que o nosso açaí (açaíberry, em inglês), lidera a lista? Sabendo que o dano oxidativo é um daqueles que envelhece e causa doenças, é muito importante estarmos atentos à inclusão de poderosos alimentos antioxidantes no nosso dia-a-dia. Veja a lista!

Lista

Fonte: E-mail Essentia Pharma, 29 de agosto de 2016.

Read More
Coxinha Fit

Coxinha fit

Ingredientes
  • 100g de batata doce cozida
  • 120g de peito de frango cozido
  • 1 clara de ovo
  • 1 colher de farinha de aveia
  • Farinha de linhaça dourada para empanar

Preparo

  • Coloque no processador ou liqüidificador a batata, clara de ovo, frango e +/- 2 colheres de água do cozimento do frango;
  • Adicione uma pitadinha de sal e um fio de azeite, após processar adicione a aveia e misture bem.
  • Deixe 10 minutinhos na geladeira em saquinho plástico para facilitar a moldagem (eu não consegui esperar e usei na hora).

Recheio

  • Prepare um refogado de peito de frango desfiado.
  • Cozinhe em panela de pressão o peito, desfie e refogue: doure alho e cebola em azeite, acrescente o frango desfiado, após acrescente tomatinhos bem picadinhos, salsinha, sal, pimenta do reino e páprica picante ou doce.
  • Também pode acrescentar creme de tofu ou ricota light para ficar mais cremoso.
  • Pré-aqueça o forno, use uma forma untada ou forma de silicone, molde a massa a seu gosto e recheie com o frango desfiado, também fica ótimo com queijo magro como: minas de búfala e um pouquinho de requeijão light.
  • Passe o salgado no farelo de linhaça para empana-lo, se preferir pincele gema de ovo por cima do salgado e depois passe no farelo.
  • Leve ao forno entre 180 a 200 graus por +/- 20 minutos.

Fonte da receita: Ergovita + Sabor & Saúde

Fonte da imagem: http://luciliadiniz.com/coxinha-light-de-batata-doce/

Inclusive, tem outra receita de coxinha de batata-doce neste link!

Fornecedora da farinha de linhaça dourada

Declaro não haver conflito de interesse.

Read More
Escolher Bem Para Nutrir Melhor

Escolher bem para nutrir melhor

Artigo publicado no Blog Agora sou mãe, em 1 de julho de 2016.

Você conhece aquela frase “Comer bem para viver melhor”? Foi inspirada nela que escolhi o título deste post para o blog “Agora sou mãe”, título muito apropriado para o contexto gestação-lactação. Isto porque a alimentação da mãe, que se aprimora da mais sublime essência do “cuidar” através da experiência da maternidade, deve ser voltada para a nutrição do filho. Portanto, escolher bem o que comer é essencial neste período!

Em primeiro lugar, devemos estar atentos à variedade alimentar, incluindo pelo menos 40 alimentos diferentes por semana, entre os alimentos recomendados para manutenção da saúde. Vou acrescentar aqui a lista que utilizo no consultório, incluindo alguns temperos, mas, caso você tenha outros alimentos na sua região, predominantemente naturais, reconhecidos como “saudáveis”, saiba que pode incluí-los na sua própria lista. Sem problemas!

Lista de Alimentos Recomendados

Grupo 1 – Grupo dos temperos, especiarias, café e chás:

Café, mate, chimarrão, chás, açafrão-da-terra, curry, pimentas, raiz forte, salsinha, cebolinha, hortelã, coentro, cominho, tomilho, páprica, dill, gengibre, alecrim, cravo-da-índia, canela, louro, manjericão, manjerona, noz moscada, sálvia, cardamomo, erva-doce.

Grupo 2 – Grupo dos carboidratos de menor densidade calórica:

Alface, acelga, rúcula, escarola, chicória, almeirão, espinafre, agrião, pimentão, couve, couve-de-bruxelas, couve-flor, brócolis, aipo, nabo, rabanete, mostarda, repolho, radíquio roxo, radicche, salsão, alho-poró, abobrinha verde, quiabo, chuchu, vagem, pepino, jiló, aspargos, alcachofra, berinjela, cebola, alho, palmito, cogumelos, tomate, cenoura, beterraba, brotos, algas.

Grupo 3 – Grupo das frutas:

Abacaxi, maçã, mamão, banana, pera, morango, amora, açaí, mirtilo, cereja, framboesa, physallis, caqui, uva, melancia, laranja, limão, limão, tangerina, pomelo, manga, jabuticaba, melão, goiaba, ameixa, pêssego, romã, nectarina, pitaya, fruta-de-conde, kiwi, acerola, caju, côco (polpa), maracujá e frutas secas (ameixa, mirtilo, maçã, gojiberry, figo, uva-passa, cramberry, damasco, tâmara, banana-passa, lascas de côco, outras).

Grupo 4 – Carboidratos de maior densidade calórica:

Arroz integral, arroz selvagem, pão integral, trigo de quibe, gérmen de trigo, trigo sarraceno, aveia, cevada, centeio, amaranto, quinoa, macarrão de trigo integral, macarrão de arroz, macarrão de milho, macarrão de grão-de-bico, batata inglesa, batata doce, batata salsa, batata yacon, mandioca, milho-verde, cará, inhame, tapioca, abóbora, moranga, feijão branco, feijão vermelho, feijão preto, feijão azuki, ervilha, lentilha, soja em grão, pinhão e grão-de-bico.

Grupo 5 – Grupo das proteínas:

Carne vermelha magra, frango, peixe, marisco, mexilhão, ostra, camarão, lula, ovos, queijos brancos, tofu, proteína de soja, proteína de arroz, proteína da batata, proteína da carne, proteína do soro do leite (whey protein).

Grupo 6 – Grupo das gorduras:

Azeite de oliva extravirgem, azeite de semente de uva extravirgem, óleo de côco, abacate, castanha-do-Pará, castanha de caju, amêndoa, pistache, avelã, noz pecã, noz macadãmia, noz chilena, amendoim, semente de abóbora, semente de gergelim, semente de girassol, semente de linhaça, semente de chia, manteiga ghee, pasta de amendoim, pasta de gergelim.

Grupo 7 – Grupo dos leites, iogurtes, kefir e coalhada:

Leite de vaca, leite de soja, leite de amêndoa, leite de arroz, leite de aveia, leite de côco, coalhada, leite fermentado, kefir, iogurte de vaca, iogurte de cabra, iogurte de ovelha.

Ficou bem claro? Para ter uma boa variedade alimentar, você deve incluir semanalmente pelo menos 40 alimentos desta lista ou de uma lista que inclua outros alimentos de sua região. Faça boas escolhas!

Agora vamos fazer uma outra abordagem. Ao compor uma dieta saudável, devemos fazer com que ela seja, entre outras características, predominantemente anti-inflamatória, antioxidante e alcalinizante. Isso quer dizer que ela pode incluir alimentos inflamatórios, alimentos que não ofereçam proteção antioxidante e alimentos acidificantes, mas, no cômputo final, deve ser predominantemente anti-inflamatória, antioxidante e alcalinizante. Lembrando que “nem todo alimento saudável é saudável para você”, quero chamar a atenção para alguns”bons alimentos” que provavelmente lhe serão benéficos. São eles:

10 alimentos anti-inflamatórios poderosos:

1 – peixes ricos em ômega-3 (como salmão, anchova, linguado, bacalhau, atum e sardinha)

2 – “berries” ou frutas vermelhas (como mirtilo, gojiberry, morango, cereja, framboesa, açaí e amora)

3 – açafrão-da-terra

4 – vegetais crucíferos (como couve, couve-flor, couve-de-bruxelas, brócolis e repolho)

5 – azeite de oliva extra-virgem

6 – alho

7 – cebola

8 – gengibre

9 – abacate

10 – mamão

10 alimentos antioxidantes poderosos:

1 – Frutas vermelhas (como mirtilo, gojiberry, morango, cereja, framboesa, açaí e amora)

2 – Frutas cítricas (como laranja, limão e tangerina)

3 – Acerola

4 – Romã

5 – Maçã

6 – Cenoura

7 – Tomate

8 – Chocolate amargo e cacau

9 – Azeite de oliva extravirgem

10 – Suco integral de uva

10 alimentos alcalinizantes poderosos:

1 – Frutas cítricas (como laranja, limão e tangerina)

2 – Ameixa umeboshi

3 – Vegetais verdes, como salsinha, espinafre e brócolis

4 – Semente de abóbora

5 – Alho

6 – Pepino

7 – Germinados

8 – Chá verde

9 – Sal marinho

10 – Sal Rosa do Himalaia

Parece complicado, mas não é. As propostas não entram em conflito. Alguns alimentos até se repetem, não é mesmo? Se você precisar de ajuda, procure um/uma nutricionista para lhe orientar neste jogo inflamatório x anti-inflamatório, oxidante x anti-oxidante, acidificante x alcalinizante. Como regra geral, lembre-se de que os alimentos de origem animal tendem a ser mais inflamatórios, acidificantes e não oferecem proteção antioxidante. Alguns hábitos ritualísticos podem ser interessantes, como água morna com limão em jejum.

Desta forma, espero estar contribuindo para que enriqueça o seu hábito alimentar agora, mais do que nunca! E, sendo bem sincera, quero que se lembre sempre de mim ao fazer suas escolhas através da frase “Escolher bem para nutrir melhor“!

Read More
Sistematização: Sim Ou Não?

Sistematização: sim ou não?

Tópico extremamente controverso! Há quem responderia enfaticamente “sim“. Outros, nem pensar! Contudo, como é da minha natureza, não estou aqui para tentar convencer ninguém de nada. Apenas faço as minhas colocações, defendo o meu modo de pensar e espero que, de uma forma ou de outra, venha a lhe despertar para auto-reflexões que possam conduzi-lo a um novo patamar: um salto qualitativo!

Acredito ser inquestionável que sistematização tenha a ver com disciplina. Ou seja, para sermos sistemáticos em determinada conduta, temos que ser disciplinados em relação à mesma. Agir como nos propusemos seguidamente, repetidamente, organizadamente, cuidadosamente.

Quero neste artigo principalmente ressaltar que as variáveis são inúmeras no campo da nutrição e nem sempre nos damos conta de todas elas. Devemos confiar desconfiando, me entende? Dar margem aos enganos, aos equívocos, sem que isso seja, por outro lado, um fator de estresse contínuo porque, neste caso, toda a proposta de “estarmos nos cuidando” seria contraproducente, não é mesmo? Mais uma vez o caminho do meio é a melhor opção. Inclusive porque ser sistemático fazendo algo inadequado pode ser extremamente complicado!

Vamos à prática: não basta simplesmente ingerir um nutriente e pensar que, em consequência, teremos sua reserva orgânica garantida. Pense no cálcio. É importante lembrar:

  • que ele tem que ser bem absorvido (sua absorção depende de bons níveis séricos de vitamina D);
  • que ele não deve sofrer interações significativas com outros minerais (o hidróxido de magnésio, por exemplo, utilizado como antiácido, pode diminuir a sua absorção);
  • que não deve haver nenhum fator favorecendo exageradamente o aumento da sua excreção (o excesso de proteínas da dieta aumenta a sua excreção renal);
  • que o ácido fítico, presente em grãos integrais, é responsável por uma ineficiente absorção deste mineral;
  • que o oxalato, presente em alguns vegetais folhosos, como o espinafre e a acelga, também torna o cálcio pouco aproveitável pelo organismo;
  • que o excesso de fibras, supostamente benéfico, pode acelerar o tempo de trânsito intestinal, além de quelar este mineral, diminuindo a sua absorção.

Por estes e outros motivos, considero um bom hábito, sistemático, ingerir uma boa fonte de cálcio, como um pote de iogurte, “longe” de outros alimentos. Vai a dica: antes de dormir, tome um iogurte natural (nada de corantes) puro ou com um pouquinho de geleia sem açúcar, já que o iogurte é uma boa fonte de triptofano, aminoácido que favorece a boa qualidade do sono. Minhas geleias preferidas são a de cassis, amora, mirtilo e cereja!

Tão importante quanto o hábito é a percepção de bem-estar! Nos dias frios, tenho que dizer, prefiro uma ou duas bananas cozidas com queijo branco ao iogurte (acrescentando, depois que as retiro do micro-ondas, um pouquinho de canela), sendo a banana também uma boa fonte de triptofano. Enfim, talvez eu não seja tão sistemática assim!

O selênio é outro mineral facilmente mantido em níveis adequados sistematizando-se a ingestão de 1 ou 2 castanhas-do-Pará por dia. Alternativamente, pode-se ingerir uma quantidade um pouquinho maior duas ou três vezes por semana. Não raramente, usado em excesso, deparamo-nos com casos de intoxicação (selenose). A minha melhor opção é preparar as castanhas com arroz selvagem ou ingeri-las nos intervalos de refeições, naquele “mix” com outras castanhas, amêndoas, nozes e frutas desidratadas.

Por outro lado, quando a gente pensa em sistematizar a ingestão dos ácidos graxos ômega-3 de cadeia longa (EPA e DHA), presentes principalmente nos peixes de águas frias e profundas (como salmão, anchova, linguado, bacalhau, truta, arenque, cavala, atum e sardinha), já não acho tão simples sistematizar a ingestão através da dieta. Particularmente pelo fato dos peixes de cativeiro, mais disponíveis, possuírem reconhecidamente menor teor de ômega-3. Além disso, estes peixes não fazem parte das opções cotidianas da maioria dos brasileiros devido ao preço! Portanto, sistematizar a ingestão dos ácidos graxos ômega-3 através do uso de cápsulas pode ser uma boa opção, pelo menos de menor custo. Também defendo o uso sistemático das cápsulas de óleo de semente de linhaça, ricas em ácido gama-linolênico do tipo ômega-3, para a qualidade da pele, principalmente em idosos. Fantásticos resultados. Pode-se sistematizar a ingestão deste tipo de ômega-3 tanto através do uso de cápsulas ou através do óleo na dieta, mas considero o sabor desagradável. Muito mais fácil manter o uso das cápsulas, que possuem, inclusive, uma excelente relação custo-benefício.

E assim poderíamos dar inúmeros outros exemplos.

Sendo bem sincera, eu gosto de sistematizar… Me dá uma sensação de domínio sobre mim mesma. Mas quer um exemplo muito mais fantástico de sistematização? Não conheço nenhum outro maior do que este abaixo!

Benjamim Franklin (1706-1790), uma das pessoas mais incríveis que este mundo já conheceu na minha opinião, aos 26 anos decidiu elaborar um plano para alcançar a perfeição moral. Tinha uma espécie de cartão com todos os dias da semana e, para cada dia, 13 linhas com 13 virtudes. Todos os dias ele repensava se tinha cumprido seus objetivos para cada item com o intuito de se aperfeiçoar. Isto ao longo de todos os dias de sua vida. São eles:

1. Temperança: não coma com estupidez e não beba em excesso;

2. Silêncio: fale tão somente o que pode beneficiar os outros ou a si mesmo; evite conversa banal;

3. Ordem: deixe todas as coisas (assuntos) terem seu lugar; que cada parte dos seus assuntos tenha seu tempo;

4. Resolução: realize o que deve ser realizado; execute sem falhas o que você se propõe a resolver (naquele tempo certamente a alimentação e peso não causavam tantas preocupações!);

5. Frugalidade: não faça gastos desnecessários; faça o bem aos outros e a si;

6. Produtividade: não perca tempo; trabalhe sempre em algo útil; corte o que não for necessário;

7. Sinceridade: não seja ofensivo; pense inocentemente e com justiça e, se falar, fale concordando;

8. Justiça: não cause dor por nada, nem omita algum benefício que seja seu dever divulgar;

9. Moderação: evite extremismos;

10. Limpeza: não tolere nenhuma impureza no corpo, no vestuário ou na moradia;

11. Tranquilidade: não seja perturbado por bobagens, ou em situações (acidentes) comuns ou inevitáveis;

12. Castidade: raramente se dê ao luxo, e nunca por estupidez, fraqueza, ou prejuízo próprio ou de outro;

13. Humildade: imite Jesus e Sócrates.

Isto é que modelo de disciplina!

Sensatamente, ele focava uma virtude de cada vez, pois assim achava que seria mais fácil se aperfeiçoar efetivamente. Concluiu um dia:

“Nunca cheguei à perfeição que eu tinha sido tão ambicioso em obter, e fiquei muito aquém dela. Mas eu sou, pelo esforço, um homem melhor e mais feliz do que eu deveria ter sido se não tivesse tentado.”

Foi ele também que criou um clube de amigos para o aperfeiçoamento mútuo e a educação, que inspirou muitos clubes semelhantes nos Estados Unidos, sua terra natal, e no mundo.

Voltando ao contexto da nutrição, conduzindo o seu pensamente entre a percepção e a razão, escolha, criteriosamente, o que pode ser sistematizado em seu próprio benefício, tanto nutricional, como também, como pilares de sustentação para o crescimento interior.

Read More

Um diamante jogado ao mar

“Não apenas pratique a sua Arte

Mas force o caminho à procura de seus Segredos

Porque isso e o conhecimento

Podem elevar o homem ao Divino  ”.

Ludwig van Beethoven

 

Capítulo I – Encontro marcado

I WON’T LET GO

Raskal

Vou te abraçar

E não vou mais te deixar

Interessante como críticas de cinema muitas vezes são totalmente incoincidentes com as nossas percepções. Encontro Marcado (um filme americano de 1998) foi severamente condenado, considerado uma produção modesta, que não ofereceu nada merecidamente memorável, mas foi justamente um dos filmes que mais me marcou. Em particular uma cena, logo no início, quando o pai conversa com a filha no helicóptero ao sairem de sua residência, perto de Nova York. Bill Parish, um rico empresário, interpretado pelo ator legitimamente inglês, Anthony Hopkins, inicia um diálogo com sua filha, Susan, interpretada pela linda Claire Forlani, uma atriz igualmente inglesa, de olhos extremamente expressivos. Não raramente me vejo simulando aquele seu olhar sutil, delicado, encantadoramente sedutor, com um leve sorriso nos lábios.

Vou fazer uma tradução um pouco adaptada ao modo com o qual eu me expressaria, uma vez que não me parece relevante que seja extremamente fiel.

– Minha filha, você ama o Drew?

Drew era o seu namorado. A filha responde, um tanto friamente:

– Sim, papai.

– Você vai se casar com ele?

– Acredito que sim! – acrescentou Susan , sem entender onde o pai queria chegar.

Aí que o pai disse o que mais me marcou:

– Não é o que você diz sobre o Drew, minha filha, mas o que você não diz.

– Talvez você não esteja ouvindo, papai.

– Oh, sim, eu estou. Não existe nenhuma vibração na sua voz. Nem mesmo um sussurro de emoção. Nenhuma paixão. Eu queria que você se sentisse tomada por algo avassalador, que a fizesse levitar, cantar extasiada, dançar como um dervixe rodopiante.

– Uhmm, isso é tudo, papai?

– Sim, meu bem. Ser delirantemente feliz ou, pelo menos, estar predisposta a ser.

– Ok. Ser delirantemente feliz. Vou me esforçar ao máximo – disse Susan, aparentemente não levando a conversa muito a sério.

– Eu sei que parece pieguice, mas amor é paixão, obsessão por alguém que você sente que não pode viver sem. Cair de quatro, amar loucamente alguém que corresponda ao seu amor. Como encontrá-lo? Esqueça a razão e siga o coração. A verdade é que, sem isso, a vida não tem sentido. Terminar a longa jornada sem ter amado é o mesmo que não viver. Você deve tentar, porque, se não tentar, não terá vivido.

– Bravo!

– Você é um osso duro de roer!

– Sinto muito, papai. Está bem! Pode repetir? A versão curta desta vez?

– Fique receptiva. O céu pode se abrir.

Você deve tentar, porque, se não tentar, não terá vivido. É verdade: a luta mais inglória é aquela que nunca travamos.

Estas palavras, if you haven’t tried, you haven’t lived, durante muito tempo ecoaram em meus pensamentos um tanto clandestinamente.  Acredito que viver um verdadeiro amor tenha sido sempre um sonho para mim, que sou uma pessoa essencialmente feminina, essencialmente sonhadora, essencialmente mulher. Um sonho camuflado por uma relação conjugal de quase duas décadas que, embora feliz em muitos aspectos, não me trouxe esta experiência de plena identificação.

Entretanto, inesperadamente, o céu se abriu. Com a claridade de um dia de sol outonal, sem nuvens. Eu já o conhecia há meses, quando, despretensiosamente, aceitei um convite para conversarmos depois da aula de pilates. Interessei-me por suas colocações pertinentes, pelo seu vocabulário vasto. Distraía-me com as suas piadinhas inocentes e apaixonei-me pelo seu sorriso. Simplesmente apaixonei-me pelo seu sorriso.

Meus dias, que antes pareciam tão cheios de entraves e dificuldades, passaram a ser voltados para os momentos em que eu o encontraria, quase sempre ao final de nossas rotinas de trabalho. Saíamos sempre, quase todas as noites, seja para as aulas de Pilates, para tomar um sorvete, um drink, uma caminhada ou, não raramente, para jantar. Conversámos sobre tudo e sobre nada. Não havia prioridades. Tive a plena percepção de ter conhecido este alguém com quem, vivendo um grande e verdadeiro amor, teria encontrado o sentido da existência, por mais que isso pareça desmerecer tantos outros motivos que a justificariam.

Ao me abraçar, ele costumava dizer que me queria para o resto de sua vida, alongando as palavras ao pronunciá-las, de modo a revelar o desejo de continuidade, o desejo de permanência. Permanência naquele abraço, quando fechávamos os nossos olhos e nada mais parecia existir. Permanência naquela sensação de conforto, de completude, de quietude. Ausência de inquietação – um objeto reconhecido de minhas aspirações.

“O objeto de tuas aspirações é, aliás,

uma grande e nobre coisa, e bem próxima de ser divina,

pois que é a ausência da inquietação”.

Sim, uma experiência bem próxima de ser divina, como sugerido pelo filósofo romano Sêneca.

 

Capítulo II – Encaixes perfeitos

ENSUEÑO

Freddie Mercury & Montserrat Caballé

Eu sonhava em ser teu mar, teu mar…

A ponte da união de nossas almas

Voltam e nos chamam

Ao som da eternidade”.

 

Durante um tempo de relacionamento, senti-me delirantemente feliz. Estava nos meus olhos. Estava em todo o meu ser. E poderia jurar que ele correspondia ao meu amor. Inclusive, seu próprio pai me disse, no nosso único encontro por ocasião da Páscoa, que nunca havia visto seu filho tão feliz.

Nossos corpos se completavam de tal maneira, que as sensações percebidas traduziam-se no desejar a eternidade. Encaixes perfeitos. Enlaces perfeitos. A paz perfeita. A plenitude. O topo da montanha.

Escrevi para ele um dia, procurando expressar o que sentia:

ALMA GÊMEA

Alma gêmea?

Alma gêmea é apenas uma percepção.
Percepção do desejar a eternidade.
Percepção da experiência de eternidade.
Percepção do significado da eternidade.
Este significado se traduz na leveza da própria percepção.
Este significado se traduz no irrelevância do tempo.
Este significado se traduz na sinceridade do olhar.
Mas posso fechar os olhos e o sentimento ainda preenche.
Doce.
Terno.
Plácido.
O corpo anseia pela outra metade materializada.
O corpo anseia pela tradução da alma gêmea.
O corpo anseia por você.

Um pequeno poema que teve o seu significado pleno naquele momento.

Mas o que mais me entorpecia era o nosso beijo. Eu adorava beijá-lo. Uma coisa física. Química. Êxtase. Transcendência. Além do entendimento. Além da razão. Não tinha razão.

Não estou falando de simplesmente beijar. Era beijar. Eu me colocava dentro dele. Inteira. Ele mesmo revelou algumas vezes que nunca havia beijado uma mulher desta forma. Talvez pudesse ter dito que nunca havia sido beijado desta forma, porque eu comandava o beijo. Conduzia-o por um emaranhado de sensações novas, como comer uma trufa de chocolate, dividindo-a, ao mesmo tempo, entre a minha boca e a dele.

Às vezes eu penso que isso tudo era, simplesmente, demais. Que eu era demais para ele. Meu pai já havia me alertado que o homem tem uma necessidade intrínseca de estar no comando. Só que, depois que a gente tem uma depressão na vida, como eu tive, duas, aliás, tornamo-nos um tanto irreverentes. Passamos a entender a vida assim: todo o tempo que importa é o tempo que nos é dado. Que “porra” de comando o quê? Que se dane o comando! Entretanto, não deu muito certo mesmo. Ele me deixou, como você já deve ter deduzido.

Contudo, durante o nosso relacionamento, eu não questionei nada. Apenas sentia. Esta feliz, delirantemente feliz e, de certa forma, achava que ele também. Até que, depois de um dia maravilhoso, entre trocas de beijos e caipirinhas na beira do mar, ele simplesmente me deixou ao pé da escada da minha casa. Como uma noiva inesperadamente deixada no altar.

– Belinha, eu vou para casa. Preciso ficar sozinho.
– Como assim? – perguntei.
– Não dá mais, Belinha.
– Você não vai ficar comigo esta noite?
– Não. Eu tenho mesmo que ir. E não vou voltar.

Virou-se e caminhou em direção ao carro estacionado na minha garagem. Eu ainda corri atrás dele, desesperei-me, pedi para ele não ir com lágrimas nos olhos, mas ele foi cruelmente incisivo: estou indo.

 

Capítulo III – O que é amar?

THE SCIENTIST

Cold Play

Ninguém disse que seria fácil

É uma pena tão grande que tenhamos que nos separar...

No próprio filme, Encontro marcado, Bill disse sabiamente a Joe, interpretado por Brad Pitt, a verdadeira experiência de amor de Susan:

– O amor não pode causar dano ao amado.

Na realidade, estou escrevendo este livro para refletir sobre o que é amar existencialmente, amar acima do entendimento, amar em plenitude. A primeira conclusão, óbvia, partindo do princípio de que esta colocação acima é verdadeira, é que ele não me amava, porque o modo como ele agiu não teve o menor cuidado com o dano a ser causado. No entanto, eu tenho a tendência a duvidar de tudo. Acredito que nossas crenças são sempre provisórias e que, não raramente, percebemos que estávamos enganados sobre vários aspectos da vida que, em determinado momento, pareciam ser verdades. Portanto, quem sabe se, por amor, ele decidiu agir daquele modo? Quem sabe se, por amor, ele achou melhor ferir-me brutalmente, fazendo com que, por uma questão de honradez, eu não me propusesse a me colocar novamente em seus braços? Agora, por outro lado, quem sabe ele desconhece que existe um amor acima de tudo? Um amor existencial, atemporal, imaculável. Que não precisava me ferir daquela forma para se afastar. Eu o teria compreendido, se me desse um motivo claro. Mais claro do que ele não te ama, você me perguntaria? Sim, porque não ficou suficientemente claro para mim que ele não me amava. Na realidade, ainda acho que ele me ama. Eu tinha vontade de lhe dizer: O amor maior é aquele que nunca tivemos, porque não abrimos o nosso peito e não expusemos o nosso coração. Ele parece ter medo de amar.

As dúvidas, na realidade, repousam sobre mim, não sobre ele. Naturalmente eu não tenho a menor pretensão de tentar esclarecer as dúvidas que ele, possivelmente, tenha. Eu só quero estar pronta para o próximo passo. Pronta para me entregar a outro relacionamento, que, na realidade, já está acontecendo. Afinal, parece que o céu está se abrindo novamente!

Mas, vamos lá: o que foi o meu amor por este homem que me deixou como uma carta tirada fora do baralho? Preferível jogar sem ela, deve ter concluído. O que eu senti e sinto ainda por ele? Será verdadeiramente amor? Será que tudo que aconteceu será transponível para o plano do perdão?

Porque, tenho que ser sincera, depois que ele me deixou, não consegui racionalmente impedir de ser tomada por uma raiva indomável. Senti muita raiva. Raiva do modo como tudo aconteceu. Percebia claramente que a raiva não era exatamente direcionada a ele, apesar de ter me sentido traída, iludida, manipulada. A raiva maior era mesmo por ter descartado, por algum motivo que até hoje desconheço, a possibilidade de viver nem que fosse apenas a relação física entre a gente, a qual, inquestionavelmente, nos dava prazer. Que necessidade louca foi aquela de terminar comigo, aparentemente de um momento para o outro? Até horas antes parecia que me amava!

A grande verdade é que, ao lado dele, eu não precisava de juras de amor. Até brincava, pedindo-lhe para sussurrar no meu ouvido eu te amo, Belinha, mesmo que não fosse verdade! Ele, na realidade, nunca foi muito profundo na sua forma de demonstrar o que sentia por mim, mas estávamos vivendo. Simplesmente vivendo. Divertindo-nos reciprocamente, sendo boa companhia um para o outro. O que ele queria mais? Encontrar um verdadeiro amor?

Primeiro encontrasse o tal amor – eu teria lhe dito! Entretanto, se não me amava tão intensamente e nem a outra mulher aparentemente, por que ele não podia inconsequentemente desfrutar de uma mulher intensa, que lhe dava, inegavelmente, prazer? Sem passado e sem futuro.

Com aquela raiva em mim, parecia que eu iria explodir de energia a qualquer hora. Quase todos os dias, tinha que sair para correr, depois do trabalho, para colocar para fora aquela coisa contida. Até que um dia encontramo-nos na beira-mar. Corremos juntos um pouquinho e depois, não resisti, dei-lhe um abraço. Um abraço para deixar tudo no passado. Um abraço vencido pelo não julgamento.

Aos poucos, fui reencontrando o meu amor por ele, manso, o mesmo de sempre. Interiormente, queria vê-lo bem e, se ele tinha optado por me deixar, teria que respeitar, como fiz. Não queria lhe causar nenhum tipo de incômodo. Sinceramente, acho que tudo isso se traduz em um verdadeiro amor. O meu amor por ele é um verdadeiro amor. Mas em determinado momento, é preciso dizer basta. E seguir.

Capítulo IV – Um novo amor

WITH OR WITHOUT YOU

U2

Posso viver

Com ou sem você

O ser humano está sempre tendo encontrar soluções. Racionalizamos. Reformulamos nosso modo de pensar às vezes só para ficar mais fácil, só para não sofrermos tanto. Mas existe a essência. A essência nunca muda. Minha essência é desconsiderar tudo e, se não puder alimentar, pelo menos quero desfrutar do amor que eu senti e sinto por aquele que não me quis mais. Quero deixá-lo doce, terno e plácido dentro de mim, como no poema que escrevi. E assim o farei. Entretanto, posso (ou tenho que) viver, com ou sem a correspondência deste amor.

Entra em cena um outro rapaz, loucamente apaixonado, romântico, carinhoso, sensível, perceptivo, que quer, acima de tudo, me fazer feliz! Guardou com ele um amor contido de adolescente ao longo de 38 anos, até me reencontrar, há pouco mais de suas semanas. Disse que sempre buscou os meus olhos – os olhos de Isabela, como ele costuma dizer – nos olhos de outras mulheres, sem nunca os ter encontrado. Nossos momentos de vida, ambos tendo terminado um relacionamento recentemente, favoreceu o reencontro. Podemos chamar isso de destino?

Eu apenas me lembro de tê-lo conhecido em 1978, durante minhas férias de verão. Recordo-me dos seu olhar sobre mim, tímido. Eu era uma menina! Reencontrei-o no verão seguinte e, depois disso, nos falamos apenas por cartas durante dois ou três anos. O mais interessante é que, tantos anos depois, ele me assegura que estas cartas contribuíram para a sua formação. Que eu plantei nele sementes que germinaram e que o conduziram pelo caminho do bem, traçado ao longo de sua vida. É emocionante ouvir as suas histórias, as suas conquistas, os seus atos que transparecem bondade, integridade, retidão de caráter. Um amor incondicional. Um amor atemporal. Um amor verdadeiramente existencial.

Numa tarde de inverno, encontrei com aquele que me deixou. Na realidade, ele foi até a minha casa numa tarde de domingo, gentilmente instalar uns chuveiros, com o meu consentimento naturalmente. Num primeiro momento, achei que iria desmaiar quando vi o seu sorriso de sempre, aquele pelo qual eu havia me apaixonado. Manteve a distância que ele mesmo antecipou em um e-mail: que aquela visita não era para me dar nenhuma esperança.

Logo concluí que havia cometido um erro. Que não deveria ter me permitido estar sozinha com ele, sem poder abraçá-lo. Sem poder tocá-lo. Não pensei que seria tão difícil. Chegava a doer… Uma dor horrível tomou conta do meu peito, quase cruel. Por que tinha que ser assim?

Naquela mesma tarde, chegou uma mensagem daquele que me amava tão intensamente. Uma música: Love of my life, do Queen. Nela, alguém dizia que o amor da vida dela havia lhe magoado. Que havia partido o seu coração e lhe abandonado.

Sentimentos confusos e contraditórios me invadiram naquele momento. Um homem que me deixou e outro que sempre me quis. Respirei fundo. Precisava organizar meus pensamentos. Estava confusa e triste. Uma tristeza sem fim.

Minha doce Isabela,
 
Você tem o dom de me emocionar. Seja com palavras escritas ou faladas. Seja com o seu olhar, com a sua respiração, com seu sorriso. Seja com esse seu lindo sentimento de me acolher em sua vida, mesmo depois de longos anos. Meu maior medo era ouvir de você algo assim:
 
“- Flávio? Que Flávio? Não lembro mesmo, me desculpe, tá? Tchau” >>>> tum-tum-tum-tum-tum (som horrível de ocupado de um telefone desligado para sempre)
 
Eu sempre li com muito carinho tudo que você me escreveu, vendo que também escrevia com muito carinho para mim. Reli suas cartas durante anos e anos e realmente foram trocas de cartas que, sem você nem imaginar,  fizeram a minha cabeça e me transformaram em um cara em que as pessoas acham bacana. Você me construiu, me contagiou com a sua sensibilidade. Daí o porquê de nos acharem tão parecidos na maneira de ver o mundo e lidar com as pessoas. Somos extremamente parecidos. Que sorte eu dei na vida, de ter uma mentora como vc! Não é para qualquer ser humano que vagueia solto por aí! Você me prendeu, me algemou no momento em que uma pessoa precisa se prender a algo, ter uma crença, ter suas verdades. Você conseguiu fazer com que eu enxergasse com os seus olhos e os seus olhos foram o que de mais lindo encontrei nesse planeta em toda a minha vida. Você consegue extrair de mim a minha essência, talvez porque ela seja a mesma tua também. Você me fez descobrir que dentro de mim existia uma capacidade imensurável de amar uma mulher. Você era essa mulher. Você é este amor. A vida nos separou tão jovens e agora nos presenteia ao nos proporcionar um reencontro, onde todas as possibilidades existem. Depende de nós. Dependo de me fazer tatuar no seu coração, assim como vc está tatuada no meu. Depende de nós nos libertarmos de nossos medos, nossos anseios, nossos receios e nos entregarmos um ao outro pelo tempo que for. Entrego-te meu coração, meu pensamento, meu melhor sentimento. Entrego-te o meu amor, que você um dia plantou em mim e que hoje é o mais nobre que existe em mim. Colha-me para você.
 
Te amo

Veja que cara sensível! Que declaração límpida, sem me pedir nada. Ele ainda colocou Dependo de me fazer tatuar no seu coração, sabendo que ainda não sou totalmente dele, pelo menos não unicamente dele. Que ainda tenho outra pessoa que, inclusive, eu quero amar para sempre. Mas este momento vai passar. Tudo passa, afinal! Esta dor vai passar. Estou escrevendo isso tudo para diluí-la, deixá-la clara, transparente, sem manchas, imaculada, como um diamante bem lapidado, para, depois, ser jogado ao mar.

Read More
À La Shakespeare

À la Shakespeare

Nem preciso dizer que Skakespeare (1.564-1.616) foi um dos mais importantes dramaturgos e escritores de todos os tempos. Intenso. Perceptivo. Seus textos são verdadeiras obras de arte que permaneceram vivas até os dias de hoje.

Duas de suas frases são particularmente interessantes para mim.

A primeira é: Dê a todos os seus ouvidos, mas a poucos a sua voz.

Esta sempre foi uma característica minha. Sempre fui mais de ouvir do que de falar, embora adore escrever. Quando adolescente, recordo-me bem, chegava a ser chamada de esnobe, porque, quando me provocavam, simplesmente olhava firmemente nos olhos da outra pessoa e não respondia nada. Mas não era, e continua não sendo, uma atitude premeditada. Sempre disse que nasci assim.

A outra frase, bem apropriada para a Nutrologia, é: Você faz as suas escolhas e suas escolhas fazem você.

Na realidade, tem super a ver com qualquer contexto da vida, mas quero chamar a sua atenção para a questão da ingestão dos alimentos. Tanto do ato de ingerir, como dos alimentos em si, ou seja, da qualidade dos alimentos ingeridos.

Já parou para se olhar de fora? Observar você mesmo fazendo as suas refeições? Como você come? Arruma a mesa com carinho? Coloca uma toalha limpa? Come com calma, tendo planejado o tempo necessário para cada refeição? Compõe o ambiente, talvez com uma música que você adora? Prepara os alimentos com zelo, lavando bem o que tem que ser lavado, picando harmoniosamente o que tem que ser picado, partindo disciplinadamente o que tem que ser partido? Comprou tudo de que gostaria de ingerir naquele momento com antecedência, sem se ver forçado a optar por alimentos reconhecidamente não recomendados?

Tudo isso revela você! Nem pense em argumentar que não, porque tudo isso é você, sim!

Eu sempre penso em algumas pessoas que parecem não ter o poder da escolha. Os que mais me tocam, dos quais me lembro neste momento, são as pessoas que vivem nas ruas. Os homeless. Não os incluo aqui. Não estamos falando de condições sub-humanas.

É tão complicado generalizar, porque a vida vai se traçando num emaranhado de escolhas que nem sempre parecem realmente submetidas ao nosso livre arbítrio. Entretanto, sem complicar demais, aproveite as frases de Shakespeare para lhe trazer algo de bom no dia de hoje. Alguma mudança positiva. E fique pronto para o próximo passo, porque assim é feita a nossa caminhada! De passo em passo!

Read More
Bolo De Legumes Com Carne

Bolo de legumes com carne

Esta é uma delícia de bolo, muito bom para o final do dia! É interessante também para levar de lanche. Melhor quente, mas pode ser servido frio. Eu sempre preparo 2 receitas de cada vez!

Ingredientes:

– 4 xícaras de repolho ralado ou fatiado fininho
– 2 xícaras de cenoura ralada
– 1 xícara de batata-doce ralada ou abobrinha ralada
– 1/2 pimentão vermelho picado miúdo (opcional)
– 250 g de carne moída magra (sugiro proteína de soja hidratada para os vegetarianos!)
– 1/3 de xícara de farinha de rosca ou uma farinha sem glúten (farinha de amêndoa ou farinha de girassol ou farinha de arroz, qual gostar mais)
– 2 colheres de sopa de vinagre
– 1 colher de chá de orégano
– 2 ovos
– 1 cebola batidinha
– sal a gosto
– pimenta a gosto
– cebolinha a gosto
– 3 colheres de sopa de óleo de girassol extravirgem ou azeite de oliva

Modo de preparo:

Refogue a cebola no óleo. Jogue a cenoura, o repolho, salpique um pouquinho de sal e mexa até murchar. Jogue a batata-doce ralada ou a abobrinha e deixe esfriar. Separadamente: misture a carne, o ovo, o sal e demais temperos (orégano, vinagre, cebolinha, sal). Junte um pouco da farinha de rosca. Acrescente os vegetais refogados na mistura quando estiverem frios. Faça bolos ligeiramente alongados e passe na farinha de rosca. Coloque os “bolos” num tabuleiro untado e polvilhado com farinha de rosca para assar. Assar a 180 oC até dourar bem. Servir com salada de folhas, manga ou morango, tomates-cereja e azeite de oliva extravirgem.

Read More