Biomassa De Banana-verde – Otimizador Metabólico

Biomassa de banana-verde – otimizador metabólico

A biomassa de banana-verde atua como otimizador metabólico natural, pois possui alta concentração de amido resistente, que, além de nutrir, promove diversos benefícios à saúde e contribui para a prevenção de doenças crônicas.

O amido resistente atua como as fibras alimentares, ou seja, é fermentado no intestino grosso e, a partir dessa fermentação, há produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), que contribuem para manutenção da saúde do colon, favorecendo o crescimento de Bifidobactérias e Lactobacillus, bactérias saudáveis da nossa microbiota intestinal.

Ainda auxilia a absorção de nutrientes, potencializando a absorção de minerais importantes para o desempenho do atleta e praticante de atividade física, como o cálcio e magnésio, minerais que atuam em sinergia na contração e relaxamento muscular.

A biomassa de banana-verde possui baixo índice glicêmico (IG), o que favorece o controle dos níveis de glicose, da produção e liberação de insulina, além de aumentar a saciedade e favorecer a diminuição do acúmulo de gordura corporal.

 

Fonte: Rakkau Suplementos Esportivos (texto modificado)

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Por Que Engenharia?

Por que Engenharia?

A linha mestra do meu trabalho tem sido a Engenharia Aplicada ao Tempo de Vida Saudável. Acredito que os pacientes ficam bastante surpresos: por que uma médica estaria fazendo uma proposta com “engenharia” no título?

Vamos rever o conceito de engenharia:

“Engenharia é aplicação do conhecimento científico, econômico, social e prático, com o intuito de inventar, desenhar, construir, manter e melhorar estruturas, máquinas, aparelhos, sistemas, materiais e processos. É também uma profissão em que se adquire e se aplica os conhecimentos matemáticos, técnicos e científicos na criação, aperfeiçoamento e implementação de utilidades que realizem uma determinada função ou objetivo.”

No nosso contexto, resumidamente:

Engenharia Aplicada ao Tempo de Vida Saudável é a aplicação do conhecimento com o intuito de manter o tempo de vida saudável do ser humano.

Simples, não é mesmo?

A título de curiosidade: em 2005, Paolo Giacomoni, um “antiaging expert“, ou seja, um especialista em antienvelhecimento, em um interessante artigo publicado pela Organização Europeia de Biologia Molecular (European Molecular Biology Organization) intitulado Ageing, science and the cosmetics industry, já nos colocava que muitos cientistas consideravam envelhecimento e longevidade como sendo dois diferentes campos de pesquisa. Ou seja, podemos atuar tanto retardando o envelhecimento como efetivamente aumentando a longevidade.

Assim vem se delineando, ao longo dos anos, a Medicina Genômica: a ciência de manter a saúde!

Ref: Giacomoni PU. Ageing, science and the cosmetics industry. The micro-inflammatory model serves as a basis for developing effective anti-ageing products for the skin. EMBO Rep. 2005;6 Spec No:S45-8.

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Probióticos

Probióticos

Probióticos são produtos lácteos, fermentados ou não, que apresentam em sua composição microrganismos vivos que promovem o equilíbrio da microbiota intestinal de indivíduos que os consomem. Estes microorganismos são principalmente bactérias do gênero Lactobacillus e Bifidobacterium. Na alimentação usual, estão presentes nos iogurtes, coalhadas, leites fermentados e kefir.

Com frequência recomendo uma fonte de probiótico (geralmente o iogurte natural ou a coalhada) antes de dormir, evitando-se associar alimentos muito ricos em fibras, como a granola. Mas a ameixa preta, embora também seja rica em fibra, pode ser uma boa opção por ela conter uma substância chamada diidroxifinil isotina, potente estimuladora da motilidade intestinal. Evitando combinar muitas fibras com minerais, garantimos uma melhor absorção destes nutrientes, isto é, favorecemos menos interação entre os alimentos.

Mas os probióticos podem ser usados também em outros horários. Os gregos, por exemplo, utilizam muito o iogurte no café da manhã, com mel e frutas. Sempre o iogurte branco, de preferência caseiro.

Veja algumas curiosidades sobre os iogurtes e coalhadas:

  • eles possuem 10 vezes mais ácido fólico do que o leite utilizado em sua elaboração, por conta da atividade das bactérias envolvidas na fermentação;
  • em 100 g de iogurte integral, temos 99 UI de vitamina A, a mesma quantidade que pode ser encontrada em três bananas;
  • em 100 g do iogurte integral, há 95 mg de fósforo; para ter a mesma quantidade desse mineral, vamos precisar de dois tomates grandes;
  • a primeira cepa de bactérias identificadas recebeu o nome de Lactobacillus bulgaricus, em homenagem aos búlgaros; Ilya Mechnikov, Prêmio Nobel em 1908, associou o consumo do iogurte à boa longevidade deste povo dos Balcãs;
  • um dos mais famosos iogurtes do mundo é o da Ilha de Creta, a maior ilha da Grécia.
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Disbiose E Barreira De Mucosa

Disbiose e barreira de mucosa

Olhem que fantástica esta imagem! Foi-me fornecida pelo laboratório Farmoquímica (FMQ), num material divulgando os benefícios dos probióticos (bactérias saudáveis). Observe que o intestino tem apenas uma camada de células epiteliais, as células com borda em escova para absorção de nutrientes e, logo abaixo, no espaço subepitelial, está o sistema imunológico.

Incrível que cerca de 70% da nossa imunidade está ali, ao redor do intestino, num sistema chamado GALT (Gut Assotiated Lymphoid Tissue ou Tecido Linfoide Associado ao Intestino). A linha azulzinha representa a barreira de mucosa, que impede que moléculas e microrganismos antigênicos ou patógenos da luz intestinal passem pelas células desprotegidas, entrando na circulação sistêmica ou estimulando processos patológicos através da ativação do sistema imune.

Se as paredes intestinais estiverem prejudicadas, pode ocorrer um desequilíbrio entre as bactérias protetoras e agressoras do intestino, originando o quadro de disbiose intestinal, um distúrbio que pode causar desconforto abdominal, inchaço, sobrepeso, desnutrição e até o surgimento de outras doenças, como processos inflamatórios, auto-imunes, alérgicos, infecções urinárias, esofagite, depressão, ansiedade, síndrome do pânico e câncer.

Entre as possíveis causas da disbiose estão:

  • uso indiscriminado de antibióticos, que matam tanto as bactérias boas assim como as nocivas
  • uso de antiinflamatórios hormonais e não-hormonais
  • abuso de laxantes
  • consumo excessivo de alimentos processados em detrimento de alimentos crus
  • estresse
  • disponibilidade de material fermentável
  • má digestão
  • pH intestinal
  • estado imunitário do hospedeiro.
  • alérgenos alimentares
  • uso crônico de inibidores da bomba de prótons, como o omeprazol, que alteram o pH do estaomago o qual tem que ser ácido
  • açúcares, frutose em excesso e farinha de trigo

Frutose em excesso! Quando que iríamos imaginar isso na nossa infância, na década de 60-70???? Consumíamos frutas sem a menor preocupação! Na realidade, eu acredito que estes fatores não atuam isoladamente, mas, sim, um potencializando o outro.

Como manter esta barreira íntegra? Ficando absolutamente, enfaticamente, completamente, verdadeiramente, caprichosamente, amorosamente, sistematicamente atentos à saúde intestinal, evitando-se os itens supracitados. Recorrendo ao uso de probióticos (bactérias), prebióticos (fibras) e simbióticos (bactérias e fibras), se necessário. Você deve checar sempre a qualidade dos produtos disponíveis no mercado. Os iogurtes já não são mais os mesmos, não é? Periodicamente, é recomendado o uso de fórmulas farmacêuticas devidamente preparadas, geralmente em cápsulas gastro-resistentes ou sachês, escolhendo-se as cepas melhor indicadas para cada caso.

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Pycnogenol

Pycnogenol

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O Pycnogenol é o extrato padronizado (mínimo 65-75% de procianidinas) do Pinus pinaster, um pinheiro encontrado na costa mediterrânea europeia, principalmente no sudoeste da França. Pertence à classe de flavonoides chamados proantocianidinas ou taninos condensados, que também estão presentes na maçã, no vinho tinto, na semente e na casca da uva, na canela e nos grãos do cacau.

As procianidinas são um dos tipos de taninos condensados, contendo de 2 a 50 subunidades de flavan-3-ols (como catequinas e epicatequinas). No Pycnogenol, especificamente, estes taninos condensados possuem poucas subunidades (apenas 2 ou 3) e, neste caso, eles são chamadas OPC ou procianidinas oligoméricas. Ele pode também conter ácidos fenólicos, como gálico, ferúlico, cafeico e clorogênico. Veja a fórmula de uma procianidina dimérica:

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Fig: Procianidina dimérica.

 O importante é que a atividade antioxidante é bem evidente, com tantos aneis polifenólicos. Além disso, sua atividade anti-inflamatória é plenamente reconhecida. Inclusive, muito fácil de ser observada: depois de um tempo usando o pycnogenol, as pessoas, quando se expöem ao sol, não ficam mais com aquela vermelhidão costumeira (nitidamente uma inflamação, com suas 4 características: tumor, rubor, calor e dor). As pessoas de pele mais clara se beneficiam bastante. Com isso, ele é considerado um fotoprotetor oral, além de possuir atividade antimelanogênica por inibir a enzima tirosinase, importante para a produção de melanina. É interessante como ele retarda o fotoenvelhecimento e até reverte em muitos casos. Deveria ter tirado fotos dos “antes” e “depois” ao longo destes anos que o prescrevo! Pelo menos tenho minhas mãos para demonstrar o nítido efeito antimelanogênico!

Excelente imunoestimulante, também tem sido proposto para a menopausa e endometriose. Pelo seu efeito vasoprotetor e anti-trombogênico, é recomendado para proteção do sistema vascular, particularmente em caso de peso nas pernas e varizes. Já ouviu falar da Síndrome da Classe Econômica? Quando a pessoa ao viajar na classe econômica (onde tem que ficar quase “imobilizada”) dos aviões chega com as pernas inchadas depois de longas horas de vôo? Existe um protocolo propondo o uso do pycnogenol antes, seis horas depois da primeira tomada e no dia seguinte. Veja com o seu médico se quiser experimentar. Ele está disponível no mercado.

Ele também foi utilizado em alguns estudos com células tumorais, porém seu efeito quimioprotetor contra o câncer foi muito pouco explorado. É o que eu estou estudando: Avaliação da capacidade do Pycnogenol de induzir resistência contra a progressão tumoral em camundongos: relação com a sua atividade anti-inflamatória e antioxidante.

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Nutrigenética E Nutrigenômica

Nutrigenética e Nutrigenômica

Muitas vezes nos referimos à Nutrigenética e Nutrigenômica como uma via de mão dupla! Veja bem!

Nutrigenética é a ciência que estuda como nossos genes influenciam nossa resposta à dieta. Por exemplo: 98% dos pacientes com doença celíaca têm uma mutação no gene HLA DQ2, embora nem todo mundo com uma mutação no HLA DQ2 tenha doença celíaca. Ou seja, a mutação neste gene indica uma susceptibilidade genética para doença celíaca que varia em grau, conforme o tipo de variante. Muito frequentemente, este paciente demonstra uma intolerância ao glúten, mesmo que não tenha a doença estabelecida. Portanto, esta susceptibilidade genética influencia a sua resposta à dieta.

Outro exemplo: uma mutação no gene do receptor da vitamina D (VDR) influencia a resposta a dieta, porque os pacientes com esta mutação podem ingerir alimentos ricos em vitamina D, ou mesmo suplementos via oral, e não irão absorvê-la. Uma solução simples é a suplementação sublingual, prevenindo-se o risco de osteoporose e outras doenças relacionadas à menor absorção de cálcio decorrente da deficiência de vitamina D.

E assim teríamos inúmeros exemplos de como a nossa genética influencia a resposta à dieta.

Por outro lado,  a Nutrigenômica é a ciência que estuda como os alimentos e componentes dos alimentos modulam os nossos genes, favorecendo processos de saúde ou de doença. Ela nos mostra, por exemplo, como o resveratrol, das uvas escuras e do vinho tinto, ativa genes da longevidade, favorecendo a saúde. Por outro lado, polimorfismos genéticos podem favorecer doenças que, com a alimentação correta, podem ser evitadas, ou seja, evitamos a expressão destes genes alterados com a escolha certa dos alimentos.

Aos poucos vamos clareando o papel destas duas ciências nutricionais, que, em última análise, são as “pedras fundamentais” da ciência de manter a saúde!

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Limão é Alcalinizante

Limão é alcalinizante

A maioria dos pessoas se surpreende quando dizemos que o limão é poderoso alcalinizante. Afinal, é reconhecidamente muito ácido. Sim, ele é ácido porque é rico em ácido cítrico, substância que caracteriza as assim chamadas frutas cítricas. Porém, em nosso organismo, os citratos formam sais básicos, como citrato de cálcio, citrato de magnésio e citrato de sódio. Desta forma, o limão é alcalinizante e bastante recomendado para proteger o organismo, já que a acidez é um dos mecanismos que causam dano molecular e, consequentemente, o envelhecimento acerado e as doenças crônicas a ele relacionadas.

Um bom hábito é o de tomar um copo de água com limão espremido em jejum. Dê a ele um caráter ritualístico, ou seja, faça-o todos os dias, com a plena convicção de estar se cuidando. Há quem prefira a água gelada, mas a água morna é mais “fisiológica”, já que se aproxima mais da temperatura corporal. O importante é a percepção de bem-estar: regra básica!

Um importante benefício da ingestão do limão é a proteção contra litíase renal, ou pedra nos rins. Uma série de fatores aumentam o risco de litíase, como a maior excreção urinária de cálcio, sódio, fósforo, urato (sal do ácido úrico), proteína e, por outro lado, a menor excreção do citrato, chamada hipocitratúria. Portanto, alcalinizar com os cítricos é muito importante, principalmente se você tiver história familiar ou história prévia de litíase renal.

De maneira geral, a alimentação predominantemente de origem vegetal é mais alcalinizante do que a alimentação de origem animal e os benefícios se somam. Por exemplo, um suco verde com couve, abacaxi e limão tem os benefícios do poder alcalinizante em si, mas confere outros benefícios para a saúde que não podem ser “computados” isoladamente, como ser boa fonte de vitamina C, fibras, ácido fólico, potássio, magnésio e fitoquímicos, entre eles os flavonoides, um grupo de mais de 8.000 substâncias amplamente distribuídas na natureza com potentes atividades anti-inflamatórias, antioxidantes, anticancerígenas, vasoprotetoras, fotoprotetoras, entre outras.

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O Novo “olhar” Sobre O Chocolate

O novo “olhar” sobre o chocolate

Costuma-se chamar de visão de mundo a perspectiva com a qual um indivíduo, uma comunidade ou uma sociedade enxergam o mundo e seus problemas em um dado momento da história, reunindo em si uma série de valores culturais e o conhecimento acumulado daquele período histórico em questão. Se estendermos este conceito aos alimentos, percebemos que também a eles conferimos “valores”, “opiniões”, “atributos”, baseados nas informações que chegam até nós, categorizando-os como bons ou ruins, saudáveis ou não.

Em se tratando do chocolate, durante muito tempo era um alimento que engordava e dava espinhas, o que frequentemente causava algum sentimento de culpa ao ser ingerido. Mas, não para nossa surpresa, já que não é a primeira vez que isso acontece no mundo da Nutrição, de uns tempos para cá ele vem assumindo papeis cada vez mais benéficos, à medida que os estudos se aprofundam sobre sua composição e propriedades, mais precisamente sobre as do cacau.

Um artigo publicado em setembro (2011) no British Medical Journal BMJ  Chocolate consumption and cardiometabolic disorders: systematic review and meta-analysis – faz uma revisão do papel do chocolate na prevenção e controle de alterações cardiometabólicas. De fato, os produtos à base de cacau, rico em flavanols (polifenois) têm demonstrado conferir benefícios para a saúde humana, com efeitos antioxidantes, antihipertensivos, antiinflamatórios, antiaterogênicos e antitrombóticos. Complicado?

Entenda apenas que, segundo estas informações mais recentes, o chocolate amargo (dark chocolate), rico em polifenois, surpreendentemente entrou para o grupo dos alimentos funcionais – aqueles que, além de exercerem as funções nutricionais básicas, são capazes de conferir benefícios extras para a saúde e atuar na redução de risco de doenças.

Agora, cuidado! Existem chocolates e chocolates. Um artigo publicado no American Journal of Clinical Nutrition AJCN em 2005 – Short-term administration of dark chocolate is followed by a significant increase in insulin sensitivity and a decrease in blood pressure in healthy persons – verificou aumento significativo da sensibilidade à insulina e diminuição da pressão arterial em pessoas saudáveis com a administração durante 15 dias de 100 g por dia de chocolate amargo, que contém aproximadamente 500 mg de polifenóis, em comparação com a administração de 90 g por dia de chocolate branco, que presumidamente não contém polifenóis. Mas 100 g pode ser muito! Recomenda-se, em geral, uma pequena porção diária, em torno de 25-30 g, embora um artigo publicado no Current Opinion in Lipidology, em 2002, tenha estabelecido porções maiores para conferir benefícios a curto e a longo prazo, respectivamente de 38 a 125 g por dia.

Talvez você se depare com a referência de 40 g, mas, na verdade, não considero que exista uma porção definida para todas as pessoas. Inclusive, sabe-se que parte dos efeitos dos flavanols pode ser perdida durante o processamento. Quanto maior o processamento – como fermentação, oxidação, alcalinização e torrefação – maior a perda. Portanto, sempre que possível, prefira as versões mais caseiras, menos processadas e mantenha-se informado sobre este assunto, atento aos produtos disponíveis no mercado para que esteja comendo realmente chocolate rico fitoquímicos.

A indústria alimentícia, de certa forma, tem ajudado: hoje existe uma gama imensa de opções, com as concentrações de cacau especificadas nas embalagens. Pequenos tabletes de cerca de 20 g podem ser percebidos como “na medida certa”. Mas, lembre-se: versões caseiras continuam sendo a melhor opção.

Quanto à gordura do chocolate, um estudo de metanálise, publicado em 2011 no European Journal of Clinical Nutrition EJCN, investigou os efeitos do cacau/chocolate amargo sobre o perfil lipídico. Foram analisados 10 estudos randomizados, duplos-cegos. O artigo ressalta que, além de ser fonte de calorias, o chocolate contém ácidos graxos saturados, os quais, assim como os ácidos graxos trans produzidos artificialmente, são tidos como gorduras ruins, em contraposição aos ácidos graxos mono e poli-insaturados, considerados gorduras boas. Os dados obtidos foram consistentes com os benefícios atribuídos ao chocolate amargo, com redução significativa do colesterol total e LDL-colesterol nos grupos com intervenção, sem maiores efeitos no HDL-colesterol e triglicérides em estudos de curta duração (2-12 semanas). Isto tudo porque existem diferentes tipos de gorduras saturadas, com efeitos diferentes sobre o perfil lipídico.

Das gorduras saturadas do chocolate, mais da metade corresponde ao ácido esteárico (57%), que tem um efeito neutro sobre o colesterol sérico. O ácido palmítico tem, de fato, um efeito prejudicial, mas ele tem menor concentração na manteiga de cacau. Por outro lado, quanto mais o chocolate for ao leite, mais gordura saturada derivada dos laticínios ele poderá conter, com efeitos reconhecidamente prejudiciais sobre o perfil lipídico.

Outro estudo, publicado no Journal of Nutrition JN de outubro 2011 – Flavonoid-Rich Cocoa Consumption Affects Multiple Cardiovascular Risk Factors in a Meta-Analysis of Short-Term Studies – observou aumento do HDL-colesterol com a ingestão de cacau rico em polifenóis (máximo benefício com a dose de 500 mg/dia de polifenóis), além de beneficiar outros fatores de risco cardiovascular.

Agora o mais surpreendente: o chocolate amargo vem sendo recomendado também para ajudar no processo de emagrecimento. Imagine! Isso devido à presença de substâncias que agem no cérebro, fechando os receptores que aumentam a vontade de comer doces.

Enfim, há quem questione isso tudo que vem surgindo sobre o chocolate: bom demais para ser verdade? Eu lhe recomendaria conferir com o seu médico e entrar na onda, se não houver nenhuma contraindicação, sempre mantendo a moderação!

Que isto lhe traga charme, prazer e benefícios extras para a sua saúde!

 

Artigo publicado em 2012 e revisado em março de 2016.

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Dieta Antienvelhecimento

Dieta Antienvelhecimento

O que você acha? Existe uma dieta à qual poderíamos chamar dieta antienvelhecimento?

O que seria antienvelhecer?

Infelizmente, antienvelhecimento ainda é um termo controverso, percebido como sensacionalista por muitas pessoas, considerado um termo de marketing apelativo utilizado por profissionais que prometem algo que não podem cumprir. Entretanto, eu o vejo com bons olhos! Mais do que isso: com naturalidade. Afinal, é nítido que adquirimos a compreensão de que é possível envelhecer sem ficar velho. Cada vez mais pessoas parecem rejuvenescidas para a idade, não é mesmo?

Isto tudo porque mudamos o foco da prevenção. Prevenção agora é manter a saúde.

Eu considero que uma verdadeira revolução está ocorrendo, particularmente no mundo da nutrição, após a conclusão do fantástico Projeto Genoma (em 2003), que mudou a história da humanidade. Sim, existe um “antes” e um “depois” do Projeto Genoma. Inclusive, o novo conceito de envelhecimento não é focado no processo de deterioração anteriormente concebido como inexorável, que necessariamente ocorre sem que possamos interferir sobre ele. Ele simplesmente nos diz que envelhecer é o resultado do acúmulo de dano molecular com o tempo. Bom, se é acúmulo, é algo que começa de pouco e vai aumentando. E se passamos a identificar este dano, ou seja, o que danifica as células a nível molecular, o que podemos fazer? Simples: intererir sobre ele, reduzindo-o.

Em termos nutricionais, considerando que o dano que envelhece é relacionado a processos conhecidos, como inflamação, oxidação, glicação, acidificação e problemas com a metilação, focamos uma dieta com as seguintes características:

Dieta anti-inflamatória

Dieta antioxidante

Dieta antiglicante

Dieta alcalinizante

Dieta metilante

lembrando que tanto a hipometilação como a hipermetilação são prejudiciais, mas, na prática clínica, o mais comum é trabalharmos a favor da metilação devido aos níveis usualmente baixos de vitaminas B12, B6 ou B9.

Provavelmente você não conhece todos estes termos, principalmente glicação e metilação. Mas o meu papel como nutróloga, atuando em Nutrologia Preventiva, é lhe ensinar, baseando-nos neste processos que envelhecem e causam doenças, como escolher e combinar os alimentos de modo a favorecer uma dieta que seja capaz de deter, retardar, em alguns casos, até reverter o acúmulo de dano molecular.

Acredito que no futuro teremos um outro termo para envelhecer que não inclua o velho na raiz da palavra!

Concorda comigo, então, que antienvelhecimento não tem nada de apelativo? Está relacionado com a evolução do conhecimento, lembrando que nossas sínteses são sempre provisórias, segundo a Dialética – um método filosófico em que a contraposição e contradição de ideias levam sempre a outras ideias, como realmente observamos na prática!

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