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O uso de suplementações nutricionais também é controverso. Realmente existe uma indústria de suplementos que nos faz pensar em “manipulações” do consumidor, propaganda enganosa, uso abusivo e tudo mais. Mas não é esta a questão principal. O principal questionamento é:

“Seriam as suplementações nutricionais necessárias no processo de deter, retardar ou reverter o processo de envelhecimento? Seriam as suplementações nutricionais necessárias para manter a saúde e diminuir o acúmulo de dano que caracteriza hoje, sub uma nova concepção, o processo de envelhecimento?”

Eu acredito que sim e encaro com naturalidade, relacionado ao processo de evolução da humanidade, evolução da ciência, evolução da tecnologia. Se até hoje nunca se conseguiu efetivamente impedir que uma pessoa chegue aos 80-90 anos de idade sem um evidente processo de deterioração, algo “novo” tem que ser proposto, tem que ser buscado para atingirmos esta meta, não é mesmo?

Um exemplo simples e convincente seria o do silício orgânico, que mantém e estabiliza a arquitetura do tecido conjuntivo. Ele estabelece pontes com fibras de colágeno, elastina e proteoglicanos, favorecendo a hidratação e estruturação da pele, regulando a proliferação de fibroblastos e estimulando a regeneração do tecido cutâneo. A deficiência de silício orgânico provoca a perda da espessura e da elasticidade da pele, aparecendo as rugas e a flacidez. O silício disponível na nossa alimentação não é bem absorvido. A indústria química-farmacêutica disponibilizou, então, vários tipos de silício orgânico, estabilizados com colina, colágeno, elastina, proteoglicanos e outras substâncias mais, de modo que passamos a ter disponíveis opções fantásticas para manter ou melhorar a qualidade da pele. Ontem mesmo atendi a uma paciente que estava usando uma formulazinha simples, com silício orgânico, já há uns 6 meses. Fiquei muito feliz com o resultado. Costumo brincar: graças à alta tecnologia (high technology)!

Adoro óleo de semente de linhaça, ácido docohexaenoico (DHA), ubiquinol,  piridoxal-5-fosfato, pantotenato de cálcio, palmitato de ascorbila (vitamina C), tocotrienois (vitamina E), DM-II (cromo), substâncias antiglicantes e deglicantes, como a carcinina, alguns tipos de colágeno e extratos de cartilagem para efeito de preenchimento da pele e proteção das articulações, moduladores do cortisol, como Rhodiola rosea e Ashwagandha, Ginseng, energizantes celulares, como a biopirroloquinolina quinona (BioPQQ), entre muitos, muitos outros. Além disso, gosto muito do Pycnogenol ou extrato padronizado de Pinus pinaster, um pinheiro encontrado na região do mediterrâneo, principalmente no sudoeste da França. Inclusive, é a substância que estou utilizando na minha pesquisa de mestrado, relacionando a sua capacidade de induzir resistência contra a progressão tumoral em camundongos e a sua atividade anti-inflamatória e antioxidante. Também é reconhecido o seu efeito fotoprotetor oral, sendo literalmente considerado um “antiaging” na França (e por aqui também!).

E você? Acredita em suplementações para envelhecer com mais qualidade de vida e mais rejuvenescido para a idade?

 

Escrito em 9 de abril de 2016.