We are our brains (Somos o nosso cérebro)

We are our brains é um livro muito interessante que tem me despertado para um “novo mundo”, permitindo adquirir uma compreensão muito maior do comportamento do ser humano através da melhor compreensão do funcionamento do cérebro. Aqui vou colocar algumas “curiosidades”: 

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Você sabia que nós temos cerca de 100 bilhões de neurônios, aproximadamente 15 vezes o número de pessoas sobre a terra? E ainda que o número de células gliais (outro tipo de células cerebrais, além dos neurônios) é cerca de 10 vezes o número de neurônios? Curiosidade que o cérebro de Einstein continha um número excepcionalmente grande de células gliais.

Você sabia que o que chamamos de mente é o resultado da interação de todos estes neurônios? Colocado de maneira simplista, do mesmo modo que os rins produzem urina, o cérebro produz “mente”.

Você sabia que, embora fosse esperado que o cérebro racional escolhesse criteriosamente o nosso “parceiro” sexual, quando nos apaixonamos na realidade são ativadas áreas da base do cérebro totalmente “indomáveis” e “senhoras de si”, relacionadas a processos subconscientes? É como se perdêssemos a “razão”. Sim, a maioria de nós experimenta isso na vida pelo menos uma vez, não é mesmo?

Você sabia que hoje já existe “coach” para ensinar a reduzir a dor crônica através de controle mental?

Você sabia que quem sofre de esquizofrenia tem alterações no desenvolvimento do cérebro muito antes do nascimento, embora seja frequentemente relacionado a ser um problema do “parto”?

Você sabia que eletrodos colocados no cérebro (deep brain stimulation) podem interromper bruscamente uma cefaleia crônica, espasmos musculares e condutas repetitivas de quem sobre de transtornos obsessivo-compulsivos?

Você sabia que estimulação magnética do córtex pré-frontal pode curar depressão?

Você sabia que já existe implante coclear para deficientes auditivos que permite a pessoa voltar a escutar maravilhosamente bem?

Você sabia que anorexia e bulimia estão associados com baixo peso ao nascer e disfunção hipotalâmica que involve o metabolismo da glicose?

Você sabia que o trabalho de parto bem sucedido depende de uma perfeita interação entre o cérebro do feto e da mãe e que, portanto, crianças com problemas durante o desenvolvimento fetal do cérebro tendem a ter algum tipo de intercorrência durante o parto?

Você sabia que alterações pequenas no DNA do receptor de uma substância chamada vasopressina no cérebro – parecida com a ocitocina, sendo que ambas têm um papel importante no comportamento afetivo – faz com que estes homens tenham maior dificuldade no casamento, maior tendência ao divórcio e a serem “infiéis”?

Afinal, começamos a entender melhor o comportamento dos seres humanos. De fato, somos o nosso cérebro. Menos julgamento seria bom! Mais aceitação e mais fé de que poderemos atuar melhor para ajudarmos a resolver problemas comportamentais, emocionais e tantos outros que nos afetam em nosso dia-a-dia e, até mesmo, de uma maneira mais ampla, no contexto existencial.

Trechos retirados do livro “We are our brains”, de Dick Swaab (2014)

Dra Isabela David

Médica nutróloga com Título de Especialista em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Médica Brasileira (AMB)